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Brasília - No próximo ano, as Comissões da
Câmara dos Deputados terão de votar os projetos polêmicos que examinam, como é o caso da proposta de mudança
da maioridade penal. O Projeto de Decreto Legislativo 129/07 (PDC-129/07), de autoria do deputado
Manato (PDT-ES) autoriza a realização de um plebiscito
para definir a maioridade penal e sugere três idades - 14 anos, 15 anos, 16 anos - e a manutenção
da idade penal atual, de 18 anos.
Pelo projeto, nos 90 dias que antecedem a véspera do
plebiscito, as emissoras de rádio
e televisão devem reservar 30 minutos de sua programação
diária, divididos em blocos de até 5 minutos para
divulgar a propaganda relativa ao plebiscito. O projeto destaca que a
propagando sobre o plebiscito deverá ser de “caráter
imparcial e informativo, vedada qualquer manifestação
que caracterize posicionamentos doutrinários ou ideológicos”.
A proposição
está na comissão de Segurança Pública e
Combate ao Crime Organizado desde o dia 12 de julho deste ano e na
última reunião da comissão, no dia
18 deste mês, foi retirada de pauta atendendo a requerimento do deputado
Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Outra matéria
que será discutida no próximo ano é o Projeto de Lei Complementar 92/07 que regulamenta as áreas de atuação
das fundações estatais. Segundo o projeto, as fundações
poderão atuar nas áreas de saúde, assistência
social, cultura entre outras. O projeto especifica que na área
da saúde, também se incluem os hospitais universitário
federais.
A matéria está
em discussão na comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público desde o dia 17 de julho deste ano. O
projeto já foi colocado em votação várias
vezes e na última reunião da comissão, no dia 19
deste mês, o PLC foi retirado de pauta a pedido do deputado
Tarcisio Zimmermann (PT-RS).
Também ficou
para apreciação no próximo ano, o Projeto de Lei
1763/07, que concede um salário mínimo por mês,
até o filho completar 18 anos, à mulher que registrar e
criar filho concebido por meio de estupro devidamente comprovado e
reconhecido em processo judicial, com sentença transitada em
julgado.
O PL, de autoria dos
deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Jusmari Oliveira (PR-BA) também
prevê assistência psicológica e pré-natal
para as vítimas de estupro e o encaminhamento dos
procedimentos de adoção, se essa for a vontade da mãe.
Na justificativa do projeto, os autores afirmam que “punir a
criança com a morte por causa do estupro de seu pai é
uma injustiça monstruosa. Mais monstruosa que o próprio
estupro”.
O relator do projeto na
comissão de segurança e família, deputado José
Linhares (PP-CE), afirma em seu parecer que é favorável
ao mérito do projeto. “Tendo em vista que é
inquestionável o mérito da proposição
em pauta, que busca proteger direitos fundamentais assegurados pela
Constituição Federal de proteção à
maternidade e à infância, reputamos como adequada a sua
aprovação.”, diz o relatório.
O projeto, que chegou à
comissão no dia 3 de setembro deste ano, chegou a entrar na pauta de votação
no último dia 19, mas foi retirado pelo
relator.
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