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Brasília - O Instituto de Tecnologia em Farmácia
Farmanguinhos/Fiocruz está desenvolvendo um novo comprimido
para pacientes com HIV. Ele deve facilitar o tratamento dos
brasileiros que têm aids, avaliou o pesquisador Helvécio
Rocha, da Vice-diretoria de Serviços Tecnológicos da
instituição.
O medicamento envolve três princípios
ativos – zidovudina, nevirapina e lamivudina – que já são
usados individualmente, e que os usuários terão a
possibilidade de tomar em um único comprimido, quando a
formulação estiver concluída.
“O número
de comprimidos que que o paciente com HIV tem que tomar por dia é
muito grande. Então, juntando os três ativos num só
comprimido facilita bastante na administração do
paciente e também a adesão do mesmo ao tratamento”,
disse o pesquisador, em entrevista ao programa Revista Brasil,
da Rádio Nacional.
De acordo com Rocha, o
comprimido com os três princípios ativos foi uma
recomendação da Organização Mundial da
Saúde (OMS) e do Programa Nacional de DST e Aids. A eficácia
desses ativos já é conhecida no combate ao vírus
HIV e na redução dos sintomas da aids.
Segundo o
pesquisador, o instituto começou a desenvolver a formulação
há três anos e agora o processo está em fase
final. Ele informou que faltam apenas os teste clínicos, que
serão desenvolvidos no início de 2008. Após
esses testes, o medicamento será submetido ao registro da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
e no final do ano que vem deve estar disponível aos
pacientes.
A pílula única para tratamento de
pacientes com HIV terá o nome dos seus três princípios
ativos, pois Farmanguinhos é um órgão oficial do
Ministério da Saúde e as suas produções
não têm nomes comerciais.
O instituto está
trabalhando em outras formulações combinadas e prevê
para o próximo ano o lançamento do Efavirenz, um outro
medicamento indicado para o tratamento de aids. Rocha destacou que
além desse medicamento, também está em fase
final o desenvolvimento das dosagens pediátricas, que é
uma recomendação urgente da OMS e do programa
nacional.
“Hoje, 5% dos casos de aids são em
pacientes com menos de 15 anos e eles têm uma dificuldade muito
grande de acessar o tratamento porque os comprimidos disponíveis
são em dosagem para adulto”, comentou.
De acordo com
Rocha, os pacientes contaminados pelo vírus HIV no Brasil
estão em torno de 500 mil, “um número pequeno”,
comparado aos 33 milhões de infectados no mundo, registrados
agora no final de 2007. A concentração maior está
na África Subsaariana e no Sudeste Asiático.
“Nós
temos dados interessantes, de que desde 1998 o número de novos
casos está diminuindo a cada ano, o que mostra também
que o trabalho de prevenção tem sido bastante eficaz”,
conclui.
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