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27 de Dezembro de 2007 - 15h04 - Última modificação em 27 de Dezembro de 2007 - 15h04


Impactos do fim da CPMF serão avaliados no início do ano, diz diretor do Banco Central

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - No início do ano o governo deve "dar as respostas" sobre os ajustes nas receitas com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e só então o Banco Central poderá fazer análises do impacto do fim da cobrança, segundo informou o diretor de Política Econômica do banco, Mário Mesquita.  Ele enfatizou, entretanto, que "a política fiscal não se resume a esse tema".

O Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (27) pelo Banco Central, informa que interrupção da cobrança da CPMF a partir de 2008 “adicionou certa incerteza às perspectivas para a evolução das receitas federais”.

Mesmo assim, o Comitê de Política Monetária (Copom), que elabora o relatório, considera cedo para avaliar as conseqüências do fim do imposto do cheque, “pois estas [consequências] dependem de desdobramentos futuros da política fiscal”.

Mesmo com essas indefinições, o comitê avalia que “é de se esperar que o ritmo de crescimento do consumo do governo se mantenha nos próximos trimestres”. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), o consumo do governo cresceu 3,5% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2006. “Esse desenvolvimento foi acompanhado por forte incremento das receitas públicas”, diz o relatório do BC.

Segundo o relatório, há previsão de “aprofundamento do processo de implementação” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) , em 2008, o que “deve expandir os investimentos públicos em infra-estrutura”.

No setor privado, também há previsão de aumento de investimentos. “Por sua vez, o fortalecimento do real também tem favorecido o crescimento do investimento, uma vez que reduz os custos de bens de capital importados”.

O relatório também indica aumento da demanda, o que pode gerar inflação. Contribui para isso a redução do desemprego e aumento da massa salarial. “A massa salarial continuará sendo um dos pilares de sustentação da demanda agregada”, diz o relatório. De acordo com o documento, outro fator que aumenta o consumo é o crescimento do crédito disponível.



 


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