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Brasília - A substituição do material importado para dessalinização da água, a partir de pesquisa coordenada pelo professor Kepler França na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, segundo informações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que financia o projeto, está a redução dos custos de produção.
Por intermédio do CNPq, o professor afirma que a conseqüência mais positiva é o que a dessalinização
da água salobra, transformada em água doce ou
potável, pode trazer para a saúde, em especial
para o combate à mortalidade infantil na região
do Semi-Árido nordestino.
O município paraibano de Serra Branca, onde está centralizada a pesquisa, tem um Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,662 e ocupa a 3.567ª
posição no Brasil. Lá é alto o índice
de mortalidade infantil: de cada mil crianças
nascidas no município, 44 morrem antes de completar um
ano de idade.
"Com esse projeto alcançamos impactos
significativos na área de saúde e para a melhoria da
qualidade de vida, com o consumo de água de boa qualidade,
conseqüentemente contribuindo para a redução da
mortalidade infantil e o combate ao baixo nível de desenvolvimento humano, social e econômico", disse o
professor Kleper França.
Os dados e necessidades relativos
à cidade de Serra Branca, segundo o coordenador da
pesquisa, "são também um reflexo do que ocorre
em diversos municípios do Semi-Árido brasileiro,
revelando a necessidade urgente de melhoria de qualidade de vida
da população dessas regiões".
Ainda segundo os dados do professor Kleper França,
repassados pelo CNPq, na década de 1990, com os
avanços tecnológicos e os programas oficiais de apoio
a municípios afetados pela seca, montadoras nacionais
viabilizaram melhorias para as unidades de dessalinização,
aproveitando a água salobra de poços já
perfurados e transformando as unidades para capacidades de porte
médio, de 2 mil a 5 mil litros por hora, mas usando
tecnologia importada.
O projeto em desenvolvimento pela equipe do
professor Kleper França no Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) da UFCG, em parceria com a Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), busca substituir a tecnologia
importada por uma congênere nacional, bem mais barata e mais
adaptada à realidade regional onde está sendo aplicada.
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