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Brasília - A dívida pública
brasileira chegou a R$ 1,127 trilhão, em novembro, o que
representa 42,6 % do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas
produzidas no país, com redução 0,6 ponto percentual, em relação a outubro (R$ 1,132 trilhão, ou 43,2% do PIB).
A dívida pública
brasileira é a soma do que devem governos federal, estaduais e
municipais. Esse valor, chamado de dívida líquida do
setor público, desconta as dívidas que os governos têm
a receber de empresas privadas ou de outros governos.
Os juros pagos por
União, Estados, municípios e estatais (setor público
consolidado) chegaram a R$ 12,056 bilhões, no mês passado,
contra R$ 12,124 bilhões registrado em novembro de 2006. Os
dados constam na nota de Política Fiscal, divulgada hoje (28),
pelo Banco Central.
No ano, o pagamento de
juros soma R$ 147,294 bilhões, contra R$ 147,035 bilhões
registrado no mesmo período de 2006. A economia que o
governo faz para pagar parte dos juros, o superávit primário,
ficou em R$ 6,817 bilhões, resultado maior do que o
registrado em outubro do ano passado (R$ 5,605 bilhões).
Em outubro, o Tesouro
Nacional, Previdência Social e Banco Central (governo central)
contribuiu com R$ 4,784 bilhões para o superávit
primário. A economia feita pelos governos regionais (estaduais
e municipais) foi de R$ 2,007 bilhões e das estatais, R$ 26 milhões.
No acumulado do ano, o
superávit primário é de R$ 113,387 bilhões,
contra R$ 96,597 bilhões registrados entre janeiro e novembro
de 2006. A meta do governo é fechar o ano com superávit
de R$ 95,9 bilhões.
No mês passado, o
setor público apresentou déficit nominal (receita menos
despesas, incluídos gastos com juros) de R$ 5,239 bilhões,
contra R$ 6,519 bilhões do mesmo período do ano passado.
Nos 11 meses do ano, as despesas maiores do que as receitas geraram
déficit nominal de R$ 33,907 bilhões, resultado
menor do que o registrado no mesmo período de 2006 (R$
50,438 bilhões).
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