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Rio de Janeiro - A capacidade instalada
do país para a produção do B2 (óleo
diesel mineral comercializado com a adição de 2% de
biodiesel) já é suficiente para viabilizar a
antecipação da meta de adição de 5% de biodiesel ao
produto mineral – prevista inicialmente somente para
2013.
A informação é do superintendente de Abastecimento da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),
Edson Silva, que acrescentou que a
capacidade instalada do país hoje é da ordem
de 2,5 bilhões de litros de biodiesel.
Este volume, segundo ele, dobrará
em pouco tempo, pois já estão em análise pedidos de autorização para a construção de novas usinas.
“O Brasil já
tem uma capacidade instalada que suporta, inclusive, o B-5. São 49 usinas autorizadas, capazes de produzir mais de 2,5 bilhões de litros por ano. E outras 44 estão em fase de exame na Agência. Essa capacidade instalada dá conta não apenas do consumo do B2, a partir de 1º de janeiro (terça-feira), mas também da antecipação das metas para o B5", disse. Para que isto ocorra,
no entanto, será necessária uma decisão
governamental. “E o presidente Lula
já tem sinalizado nesta direção. Se a
determinação for dada, nós teremos condições
de antecipar”, garantiu.
Na avaliação
do superintendente, no entanto, a tendência é de que
esta antecipação ocorra de forma gradativa.
“Nós da ANP temos examinado a possibilidade de que a
antecipação se dê de forma progressiva, que haja uma transição gradual, não o pulo direto para o
B5. Primeiro passaríamos para o B3, o que poderia ocorrer já em 2009, depois o B4, até chegar ao B13”, adiantou.
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