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Villavicencio (Colômbia) - Na noite passada, a
cidade colombiana de Villavicencio estava cheia de turistas locais
que olhavam com indiferença os 15 mil militares e outros
tantos policiais que na madrugada, junto à comissão de
fiadores, buscavam por em marcha a Operação Emmanuel,
de resgate de três reféns em poder das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Os
turistas, na maioria provenientes de Bogotá, vieram passar o
fim de semana prolongado, que se estenderá até
quarta-feira (2).
Os protagonistas da história olhavam
os relógios, que parecian ter horas mais longas, enquanto na
capital colombiana a Cruz Vermelha Internacional acertava os detalhes
com o governo de Alvaro Uribe para contar com todas as garantias para
o êxito da operação.
Paralelamente à
negociação, em Villavicencio a noite de sábado
transcorria como qualquer outra: as pessoas perambulavam pelo centro
da cidade, que tem cerca de 300 mil habitantes, sem dar atenção
à presença militar. No rádio não se
escutavam informes sobre o caso. Só um aviso estatal
interrompia a música. Trazia o número telefônico
para denunciar seqüestros extorsivos, uma praga na sociedade
colombiana.
A comissão de fiadores – que tem como
porta-voz o ex-presidente argentino Néstor Kirchner – não
se cansa de ressaltar a importância de recorrer à
"ferramenta política" para levar a bom porto este
episódio que pode se transformar no primeiro degrau de um
processo de paz.
"Estamos aqui para colaborar e não
para interferir", assegurou Kirchner durante a roda de imprensa
no aeroporto de Villavicencio. Ele ressaltou que los emissários
chegaram "para ajudar a reconstruir espaços de paz e
convivência".
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