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Brasília - A redução
no número de conflitos agrários não significou violência menor no campo em 2007, apontam os dados da Comissão Pastoral da
Terra (CPT). Segundo levantamento da entidade, de janeiro a setembro
caiu 40,8% o total de ocorrências contabilizadas como conflitos,
em comparação com o mesmo período de 2006.
São incluídos no levantamento disputas por
terra e por água, acampamentos, invasões e casos de
trabalho escravo, entre outros. Embora os dados dos últimos meses do ano ainda
não estejam fechados, o quadro se
manteve, segundo o advogado da CPT no Pará José
Batista.
Pelos números da pastoral, em 2006, para cada ocorrência, houve 1,2
família expulsa e 16 despejadas, e houve um assassinato para
cada 47 conflitos. Este ano, foram registradas cinco famílias
expulsas e 19 despejadas para cada ocorrência, e um assassinato
para cada 44 conflitos.
Ainda segundo a pastoral, o número
de famílias expulsas da terra que ocupavam por agentes
privados subiu de 1.317 para 2.711. O maior aumento foi na Região
Centro-Oeste, onde não foi registrada expulsão em 2006
e ocorreram 318 neste ano.
De acordo com os dados da Ouvidoria
Agrária, do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
até agosto deste ano 43 pessoas morreram de forma morte
violenta no campo. Nenhum dos casos, segundo as investigações
da ouvidoria, decorreu de conflitos agrários.
Apesar da
queda na quantidade de conflitos, o número de manifestações
aumentou. Em 2006 foram realizadas 579, com a participação
de 359.998 pessoas. Já em 2007, os números indicam 671
manifestações, com 465.394 pessoas.
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