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Brasília - O presidente da
Colômbia, Álvaro Uribe, chegará em poucas horas a
Villavicencio, onde se reúne com os delegados internacionais que
estão na cidade colombiana para a entrega dos três reféns que estão em poder das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse o comissário para a paz
colombiano, Luis Carlos Restrepo.
A informação está confirmada no site da Presidência da República da Colômbia. Nas primeiras horas de
hoje (31) também chegou a Villavicencio o chanceler
venezuelano Nicolás Maduro, que se reuniu com Restrepo.
O chanceler veio de Caracas (capital da Venezuela) e, desde 10h30 (horário de Brasília), está reunido com as autoridades
colombianas.
O fato aumentou as expectativas sobre o início
da fase final para a liberação dos reféns das Farc, que se comprometeram a entregá-los ao grupo liderado pelo
presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Os reféns são Clara Rojas (ex-candidata à vice presidência da Colômbia), filho dela Emmanuel, de tês anos de idade, nascido em cativeiro, e a ex-congressista
Consuelo González de Perdomo.
No avião que
transportou Maduro, um Falcon venezuelano, também viajou a
esposa do governador de Meta, Alan Jara. Ambos se dirigiram de
imediato a um setor do aeroporto de Villavicencio para se reunirem
com representantes do governo da Colômbia.
Até o momento, a informação é que o ex-ministro do interior
venezuelano, Ramón Rodríguez Chacín, receberia as coordenadas das Farc.
Maduro também se reuniu com dois delegados de países
latino-americanos: o ex-presidente da Argentina Néstor
Kirchner e o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.
Estão em Villavicencio
delegados de sete países latino-americanos, da Espanha e da
França, além de membros do Comitê Internacional da
Cruz Vermelha.
No encontro deles com o presidente colombiano devem
estar em pauta questões de segurança que envolvem o
desfecho da Operação Emmanuel. A permanência dos delegados internacionais no país estaria ameaçada. A ausência de
sinalização de coordenadas pelas Farc até o
momento não garante que o resgate ocorra antes da virada do
ano.
*Colaborou Marco Antônio Soalheiro, Repórter da Agência Brasil
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