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Brasília - Nos últimos dois dias, mais de 130 mil pessoas procuraram postos e centros
de saúde em Goiás e no Distrito Federal (DF) em busca da vacina contra a febre amarela. A morte de macacos em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília foi motivo de alerta para a população, já que a morte desses
animais é considerada um antecedente para que ocorram casos entre humanos.
A vacinação, no entanto, é preventiva, porque ainda não foi constatado se o
que ocasionou a morte dos animais foi a febre amarela – a análise está sendo
feita no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e leva de 15 a 20 dias para ficar
pronta.
A vacina fica disponível na rede pública de saúde durante todo
o ano. O que ocorre no DF e em Goiás é uma intensificação de vacinações, que
valem especialmente para quem nunca tomou a vacina ou tomou há mais de dez anos.
Quem explica é o secretário adjunto de Vigilância em Saúde do Ministério da
Saúde, Fabiano Pimenta.
“A população compreendeu a importância da situação, de modo que os resultados, principalmente para essa
época do ano, que é uma época de festas, e que muitas vezes as pessoas não
estão muito ligadas aos noticiários, foram positivos, e é o que nós
esperávamos”, disse.
Segundo o secretário, ações de combate ao mosquito Aedes
aegypti, transmissor da febre amarela e da dengue, também foram
intensificadas no DF e em Goiás.
De acordo com Pimenta, o Brasil não tem nenhum caso de febre amarela urbana
desde 1942. Ele ressalta que a vacinação regular é a única forma de evitar a doença. Os casos que acontecem com mais freqüência no país são os de febre
amarela silvestre e ocorrem em regiões de floresta ou mata – quando uma pessoa
vai à Amazônia, por exemplo, é recomendado que tome a vacina contra febre
amarela cerca de dez dias antes.
A matéria foi alterada para correção de informação (Aparecida de Goiânia estava citada com nome errado).
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