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31 de Dezembro de 2007 - 12h36 - Última modificação em 2 de Janeiro de 2008 - 15h19


Mais de 130 mil pessoas já procuraram vacina contra febre amarela no DF e em Goiás

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Nos últimos dois dias, mais de 130 mil pessoas procuraram postos e centros de saúde em Goiás e no Distrito Federal (DF) em busca da vacina contra a febre amarela. A morte de macacos em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília foi motivo de alerta para a população, já que a morte desses animais é considerada um antecedente para que ocorram casos entre humanos.

A vacinação, no entanto, é preventiva, porque ainda não foi constatado se o que ocasionou a morte dos animais foi a febre amarela – a análise está sendo feita no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e leva de 15 a 20 dias para ficar pronta.

A vacina fica disponível na rede pública de saúde durante todo o ano. O que ocorre no DF e em Goiás é uma intensificação de vacinações, que valem especialmente para quem nunca tomou a vacina ou tomou há mais de dez anos. Quem  explica é o secretário adjunto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta.

“A população compreendeu a importância da situação, de modo que os resultados, principalmente para essa época do ano, que é uma época de festas, e que muitas vezes as pessoas não estão muito ligadas aos noticiários, foram positivos, e é o que nós esperávamos”, disse.

Segundo o secretário, ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela e da dengue, também foram intensificadas no DF e em Goiás.

De acordo com Pimenta, o Brasil não tem nenhum caso de febre amarela urbana desde 1942. Ele ressalta que a vacinação regular é a única forma de evitar a doença. Os casos que acontecem com mais freqüência no país são os de febre amarela silvestre e ocorrem em regiões de floresta ou mata – quando uma pessoa vai à Amazônia, por exemplo, é recomendado que tome a vacina contra febre amarela cerca de dez dias antes.



A matéria foi alterada para correção de informação (Aparecida de Goiânia estava citada com nome errado).
 


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