|
Brasília - O governo da Colômbia
aceitou ampliar por 72 horas a permissão para que as aeronaves
venezuelanas destinadas ao resgate dos reféns em poder das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continuem
suas operações aéreas. A informação
foi publicada pela Agência Bolivariana de Notícias.
A extensão do
prazo foi uma decisão protocolar do Ministério de
Defesa colombiano em resposta ao pedido feito pela Venezuela.
Ao anunciar a
prorrogação do prazo em entrevista coletiva, o
secretário de imprensa da Presidência da Colômbi, César
Mauricio Velásquez, reiterou que o governo do país
“está disposto a prestar toda a colaboração
que for solicitada para a operação”.
Velásquez também
informou que delegados dos sete países que participam do
processo de libertação dos reféns manifestaram
ao comissário para a paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, a
intenção de permanecerem em Villavicencio “até
que se tenha uma final feliz para a operação”.
A Operación
Enmanuel é liderada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez
. Tem como objetivo resgatar Clara Rojas (ex candidata a
vice-presidente da Colômbia), o filho dela Emmanuel
(nascido no cativeiro há três anos) e a ex-parlamentar
Consuelo González. Na noite de ontem (30), o coordenador
geral da caravana aérea humanitária, Ramón
Rodríguez Chacín, avaliou que a última fase
do planejamento, que compreende a concretização do
resgate, deve ocorrer a qualquer momento nos próximos
dias.
A intenção
de libertar os reféns foi anunciada pelas Farc em comunicado
do último dia 18, como um ato em
desagravo a Hugo Chávez, pela decisão
anterior do governo colombiano de pôr fim ao papel de mediador
do dirigente vizinho para troca de 45 reféns do grupo
rebelde por 500 guerrilheiros presos pela polícia colombiana.
Os líderes da
Operação Emmanuel ainda aguardam uma sinalização
das Farc sobre o local do resgate.
|