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1 de Janeiro de 2008 - 21h03 -
Última modificação
em 1 de Janeiro de 2008 - 21h34
Suspensão de resgate na Colômbia frustrou expectativas, diz assessor da Presidência
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil
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Wilsom Dias/Abr
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Brasília - O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, desembarca no Brasil após participar de grupo que tentou mediar a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Operação foi suspensa.
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Brasília -
O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio
Garcia, voltou frustrado da Colômbia, onde estava desde quinta-feira
(27) para acompanhar a operação de resgate de três reféns em poder das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A operação foi
cancelada sem data para ser retomada.
“Todos saímos um pouco frustrados. A primeira frustração evidentemente
é dos parentes. Em segundo lugar, nós, os governos que se empenharam de
distintas formas também tiveram frustradas suas expectativas e nós, na
condição de garantes, também. Mais do que isso, acho que houve uma
enorme frustração da parte do povo colombiano e do povo venezuelano”,
afirmou o assessor da Presidência, nesta terça-feira (1), em entrevista concedida logo após chegar ao Brasil.
Para Marco Aurélio Garcia , no entanto, a operação não fracassou – apenas foi
suspensa e será retomada em algum momento. Segundo ele, a libertação
dos sequestrados não foi possível pois as Farc não informaram o chamado
ponto de encontro, onde os reféns seriam entregues.
Uma das razões alegadas pelos guerrilheiros foi a
intensificação, por parte do governo colombiano, da ação militar na
região onde os sequestrados seriam libertados, o que impedia o
deslocamento dos reféns do local onde estavam presos até o lugar onde
seriam entregues.
O governo colombiano negou o incremento das forças
militares e assegurou que inclusive reduziu as atividades militares na
região, relatou o assessor especial da Presidência.
Participavam da operação de resgate como
observadores internacionais, além de Marco Aurélio Garcia, o
ex-presidente argentino Néstor Kirchner, e representantes do Equador,
de Cuba, da Bolívia e da França.
O assessor da Presidência contou que falou de duas a
três vezes por dia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enquanto
estava na Colômbia e que Lula chegou a conversar com Uribe por
telefone.
Marco Aurélio Garcia também manteve contato com o presidente
venezuelano Hugo Chávez, que intermedia as negociações com as Farc.
“Estivemos lá para cooperar com os dois governos numa ação que tinha
características iminentemente humanitárias.”
Os reféns que seriam resgatados são a ex-candidata à
vice-presidência da Colômbia Clara Roja, seqüestrada em 2002, o filho
dela de três anos, nascido no cativeiro (Emmanuel), e a ex-deputada
Consuelo Gonzáles, presa em 2003.
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