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2 de Janeiro de 2008 - 18h22 - Última modificação em 2 de Janeiro de 2008 - 20h14


Governo anuncia aumento de impostos e corte de gastos para compensar fim da CPMF

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista coletiva para anunciar as medidas do governo para compensar o fim da CPMF
Brasília - Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista coletiva para anunciar as medidas do governo para compensar o fim da CPMF
Brasília - Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, anunciaram medidas para compensar a perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que não foi aprovada pelo Senado no mês passado.

Os ministros informaram que R$ 20 bilhões serão cortados do Orçamento Geral da União. Eles não detalharam onde os cortes serão feitos, mas garantiram que os recursos destinados para investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e para a área social, que inclui, por exemplo, o pagamento do Bolsa Família, não serão cortados. Os cortes devem ser detalhados em fevereiro, para quando está prevista a votação do orçamento de 2008 no Congresso.

Com relação a tributos, a primeira medida é aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em 0,38%, o mesmo percentual cobrado na CPMF, sobre todas as operações de crédito, câmbio para exportar produtos e para serviços e operações de seguro. Além disso, a alíquota paga por dia foi dobrada – dessa forma, uma pessoa que fizer um empréstimo e que paga 0,0041% de IOF por dia, passa a pagar por dia 0,0082%, mais o custo por operação, segundo explicou Mantega.

A segunda medida anunciada é o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para o setor financeiro, como os bancos. O percentual vai de 9% para 15%. Essa contribuição é paga por todas as empresas, mas somente o setor financeiro vai ter a alíquota maior. Juntas, essas duas medidas devem arrecadar cerca de R$ 10 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as medidas não são um pacote, mas apenas um ajuste para garantir o equilíbrio fiscal do Brasil depois da perda da CPMF.

“Nós estamos priorizando o corte de despesas, que é exatamente aquilo que se pretendia, quando não se aprovou a CPMF, estamos apenas fazendo uma recomposição modesta de algo como 10 bilhões”, comentou.

O decreto que estabelece o aumento do IOF deve ser publicado no Diário Oficial da União de amanhã (3) e entra em vigor imediatamente. Já o aumento da alíquota da CSLL vai ser feita por medida provisória, que deve ser publicada na sexta-feira e só entra em vigor depois de 90 dias.

De acordo com os ministros Mantega e Paulo Bernardo, os cortes no orçamento devem ser concentrados em investimentos. Em relação ao aumento do salário do funcionalismo, Paulo Bernardo informou que no momento não se pode pensar em aumentar despesas. Em relação aos concursos públicos, devem ser mantidos os destinados a substituir contratos considerados irregulares pelo Ministério Público do Trabalho.


A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


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