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Brasília - A fiscalização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a venda do biodiesel terá como principal instrumento uma espécie de marcador, produzido especificamente para cada empresa produtora. Segundo o superintendente da Abastecimento da ANP, Edson Silva, sem este marcador a empresa não poderá entregar o produto às distribuidoras.
“Se o fiscal da ANP chegar em uma revenda,
fizer o teste e não encontrar o marcador, ou o produto será
diesel puro ou terá outro tipo de mistura. O marcador fornece
uma espécie de DNA do produto: permite identificar quem
produziu, em que data e qual a matéria prima utilizada”, informou.
Outras duas medidas
serão colocadas em prática pela ANP: as distribuidoras
só poderão adquirir biodiesel na proporção
do volume de diesel a ser comercializada por elas e, semanalmente, o
produtor de biodiesel será obrigado a informar à
agência para qual distribuidor vendeu e em que quantidade.
Para fiscalizar
adequadamente os 35 mil postos no país, a ANP também criou uma
Sala de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel. O objetivo é
solucionar eventuais problemas de logística e gargalos no
trabalho.
Participarão do monitoramento técnicos da própria
Agência, da Petrobras, da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap),
além de representantes dos produtores, do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de
Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), do Sindicato
Nacional do Comércio Transportador-Revendedor-Retalhista de
Óleo Diesel, Óleo Combustível e Querosene
(SindTRR) e da Federação Nacional do Comércio de
Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis).
A Sala deverá funcionar por cerca de 60 dias. “Neste tempo nós
teremos um mercado testado. Se for demonstrada a necessidade de estender o prazo, nós o faremos", afirmou Edson Silva. Ele admitiu que o fortalecimento da fiscalização
é viabilizado também a partir de convênios com
órgãos de defesa do consumidor e com Secretarias de
Fazenda dos estados.
Laboratórios de universidades parceiras
ainda monitoram de forma permanente a qualidade do combustível
e fornecem indicativos para ações concentradas de
fiscalização.
Edson Silva
lembrou que não foi detectado qualquer problema de qualidade nos dois anos em que a mistura do biodiesel ao diesel mineral foi
facultativa e vendida em cerca de 16 mil postos. Mas destacou a importância
de os consumidores estarem atentos e comunicarem eventuais queixas: “Eles têm papel ativo e direitos a serem
respeitados.”
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