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3 de Janeiro de 2008 - 16h52 -
Última modificação
em 3 de Janeiro de 2008 - 16h52
Ministro diz que segurança pública não sofrerá cortes
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, divulga o balanço de acidentes nas estradas em 2007
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Brasília - Um dia após o governo anunciar que uma das medidas para
compensar a perda de arrecadação com o fim da
Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) será o corte de R$ 20 bilhões em
despesas da União, o ministro da Justiça, Tarso Genro,
disse que a área de segurança pública não
sofrerá perdas no orçamento.
“Não há nenhum direcionamento de cortes em
investimentos em segurança”, afirmou hoje (3), em entrevista coletiva no Ministério da Justiça sobre o balanço dos acidentes nas estradas federais em 2007.
O ministro contou ter participado, nos últimos dias, de reuniões
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministros do
Planejamento, Paulo Bernardo e da Fazenda, Guido Mantega.
Em
nenhum momento, segundo Tarso, ele foi informado sobre cortes na segurança. “Não
fui sequer pleiteado sobre isso e espero não ser”.
O
ministro disse que acredita na manutenção do orçamento
baseado na agenda de prioridades definidas pelo presidente para 2008.
“Minha convicção está fundada na visão
que o presidente sustentou a respeito dos cortes, que não
falou na segurança pública. No discurso do presidente
no fim do ano, em que disse que aplicaremos mais de R$ 6
bilhões em segurança pública, e no fato de que os
nosso programas têm um corte social fundamental”.
Tarso
adiantou que pretende, inclusive, ampliar em três mil o número
de agentes da Policía Rodoviária Federal (PRF) ainda este
ano.
“Quero fazer o concurso até março ou abril e
incorporar [os novos policiais] em 2008. Se
Deus permitir e o Paulo Bernardo [ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão] concordar”, disse, acrescentando que o concurso já estava negociado antes da definição
dos cortes.
O ministro anunciou também que o Ministério da Justiça enviará ao Congresso Nacional, logo na abertura dos trabalhos legislativos, em fevereiro, sugestões de mudanças na legislação de trânsito.
Elas devem incluir o aumento de penas e responsabilidade para os motoristas infratores, ações de combate ao alcoolismo e "penalidades draconianas", que, segundo o ministro, poderão incluir a aplicação de multas no valor do veículo em casos de reincidência.
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