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Valter Campanato/ABr
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Brasília - Eletrodomésticos sem índices mínimos de eficiência energética só poderão ser fabricados ou importados pelo Brasil até março. O selo do Procel e do Conpet atestam os fogões, geladeiras e aparelhos de ar-condicionado que têm os melhores índices dentro da sua categoria
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Brasília - Até
o final do ano, geladeiras, fogões e aparelhos de
ar-condicionado que consomem muita energia devem desaparecer das
prateleiras de lojas e supermercados.
A medida que estipula o prazo entrou em vigor por
meio de três portarias interministeriais publicadas no Diário
Oficial da União do dia 26 de dezembro de 2007.
Segundo o
presidente do Comitê Gestor
de Indicadores de Níveis de Eficiência Energética
do Ministério de Minas e Energia, Paulo Leonelli, o
objetivo é banir do mercado os equipamentos menos eficientes energeticamente.
Assim, aparelhos que não apresentam os índices mínimos
de eficiência só poderão
ser fabricados ou importados pelo Brasil até o final de março.
O
prazo para a comercialização desses equipamentos varia:
até setembro para refrigeradores, congeladores, e
condicionadores de ar e até dezembro para fogões e
fornos.
De acordo com Leonelli, a ação consolida um processo iniciado na década
de 80 com a etiquetagem dos eletrodomésticos e,
depois, com o selo do Programa Nacional de
Conservação de Energia Elétrica (Procel) e do
Programa Nacional de Racionalização do Uso dos
Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), concedido a
equipamentos que apresentam os melhores índices de eficiência
energética dentro da sua categoria.
"Essas
portarias fecham um ciclo que se inicia com a adesão
voluntária dos fabricantes, passa pela premiação,
através dos selos Procel e Conpet, àqueles produtos mais
eficientes e finaliza com a exclusão do mercado daqueles
produtos menos eficientes”.
Ele usa a geladeira para exemplificar o avanço da
indústria de equipamentos eletrodomésticos nas últimas
décadas.
“Quando foi iniciado o programa de
etiquetagem, na década de 80, as geladeiras tinham faixas de
consumo altíssimas, da ordem de 70 quilowatts-hora por mês . Hoje, encontra-se no mercado geladeiras mais eficientes, na faixa de 20 a 25 quilowatts-hora por mês”.
O professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília
(UnB) Ivan Camargo diz que as portarias interministeriais vêm em uma
hora importante, já que nos próximos dois anos o Brasil
deve chegar perto do limite entre a demanda e a oferta de
energia.
Entretanto, ele ressalta que não basta o equipamento
ser eficiente. É necessário o consumidor ter uma
postura de economia e conservação da energia.
"Comprar
um equipamento eficiente é o primeiro passo. Um passo
fundamental é usar esse equipamento com correção.
O consumidor tem que sentir que, ao atuar corretamente, vai
fazer um bem para o Brasil, para o meio ambiente e para o bolso dele,
gastando menos na conta de energia no final do mês”.
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