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Buenos Aires (Argentina ) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)
reconheceram que não estavam com Emmanuel, filho da refém Clara Rojas, nascido
em cativeiro. Em um comunicado difundido pela Agência Bolivariana de Notícias
(ABN), o grupo guerrilheiro diz que separou a criança de sua mãe para protegê-lo
dos combates com o Exército colombiano. Segundo a nota, o presidente
colombiano, Álvaro Uribe, teria seqüestrado Emmanuel para evitar entregar o
menino, sua mãe e Consuelo González ao presidente venezuelano Hugo Chávez.
“A opinião pública nacional e internacional entende muito
bem que Emmanuel não poderia estar no meio de operações bélicas do Plano Patriota,
dos bombardeios e combates, da mobilidade permanente e das restrições na selva.
Por isso, esse menino, de pai guerrilheiro, estava localizado em Bogotá, sob os
cuidados de pessoas honradas enquanto se firmava o acordo humanitário”, diz a
nota.
Ainda de acordo com o documento, as Farc garantem que o filho de Rojas “seria
entregue, junto a sua mãe, ao presidente da Venezuela”, mas as operações
militares, de acordo com eles, impediram essa entrega. “Uribe, que já
seqüestrou na capital as provas de vida que iam ao destino do presidente Hugo
Chávez, seqüestra agora Emmanuel”, diz a nota.
Os rebeldes reiteraram, ainda, sua decisão de pedir a
desmilitarização de dois municípios do sudeste do país, onde negociariam com o
governo o resgate dos reféns, proposta recusada pelo presidente colombiano.
Já o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos,
comemorou o comunicado das Farc. “Recebemos com alegria, pois aqui existem três
notícias importantes. Primeiro, que Emmanuel logo estará com sua família, quem
sabe com sua mãe. Segundo, que o presidente Álvaro Uribe disse toda a verdade e
sua hipótese se mostrou correta. E terceiro, que as Farc reconhecem sua
mentira”, afirmou o ministro.
Segundo o governo colombiano, exames preliminares de DNA do
garoto colombiano Juan David Gómez Tapiero dão "altas probabilidades"
de que ele seja Emmanuel.
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