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Brasília - O ministro do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse
hoje (7) que a extensão do programa Bolsa Família para jovens de 16 e 17 anos de idade foi feita “considerando a lei”. A idade para
recebimento do benefício foi alterada por meio de uma Medida
Provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União
três dias antes do término de 2007. Antes, a
idade máxima era de 15 anos. O ministro falou sobre o assunto
depois da entrega do certificado de parceiro do Programa Fome Zero ao
Comando da Aeronáutica.
A medida foi editada
pouco tempo antes da entrada em vigor, em 1º de janeiro, da lei que trata de eleições. Segundo
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legislação determina que "no ano em que se realizar eleição, fica
proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por
parte da administração pública, exceto em casos de calamidade pública,
de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já
em execução orçamentária no exercício anterior". Em 2008, serão realizadas eleições municipais para prefeito e vereador.
De acordo com Patrus Ananias, o
governo apenas cumpriu o que diz a lei. “Considerando a lei, aquilo
que ela diz, a Medida Provisória foi enviada no tempo
estabelecido pela lei e, portanto, ao meu ver, falo como advogado,
como professor de direito, rigorosamente legal. Qualquer outra
interpretação é colocar a lei no campo das
interpretações pessoais, subjetivas.”
O ministro também
lembrou que as discussões sobre o reajuste do benefício tiveram início em meados de 2007. Em setembro foi enviado ao Congresso Nacional
um projeto de lei para aumentar a idade máxima de recebimento do benefício, mas a obstrução das
votações na Câmara dos Deputados, para não
prejudicar a votação da prorrogação da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
no Senado, impediu que o projeto fosse votado ainda no ano passado.
Questionado sobre os
cortes no orçamento da sua pasta,
ele disse que não recebeu nenhuma sinalização do
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nem
dos ministros da equipe econômica de que poderá haver cortes na
sua área.
“O que eu temo é
que possa haver redução na expansão dos nossos
programas, o aperfeiçoamento dos nossos programas. Por
exemplo, em 2008 estamos determinados em criar uma secretaria de
geração de oportunidades e inclusão produtiva,
uma secretaria que trabalhe as ações emancipatórias
dos nossos programas, especialmente do Bolsa Família”,
disse o ministro.
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