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Brasília (Brasil) - O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), afirmou hoje que os cortes de R$ 20 bilhões
previstos no Orçamento Geral da União não
afetarão os reajustes salariais já acertados com
setores do funcionalismo público. Ele citou, especificamente,
o aumento escalonado do salário dos policiais federais.
"Cada caso do funcionalismo é um caso.
Cada categoria deve ser analisada individualmente. O governo irá
honrar os compromissos que já firmou a respeito de reajustes
salariais de servidores e aquilo que está em estudo será
postergado até a votação do orçamento [da
União para 2008]", disse o líder governista.
Perguntado se o reajuste do salário dos
militares está garantido, o parlamentar ressaltou que só
a partir da votação da proposta orçamentária,
pelo Congresso Nacional, é que será definido quais
categorias terão reajuste salarial em 2008 e as que "terão
que aguardar a melhoria do sistema de arrecadação".
A expectativa de Jucá é que o Orçamento Geral da
União para 2008 seja votado em março.
Amanhã, às 14h30, os líderes
dos partidos da base aliada tem reunião marcada com o ministro
do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.
Nesse encontro, segundo Romero Jucá, será discutido de
que forma será conduzida a discussão sobre os cortes no
Executivo. "O governo deve apresentar intenções de
salvaguardas e cortes", acrescentou o parlamentar.
Jucá reafirmou que caberá à
Comissão Mista de Orçamento definir os setores que
serão afetados pelos cortes de R$ 20 bilhões anunciados
pelo governo para recompor os R$ 40 bilhões perdidos com o fim
da CPMF. "Essa é uma prerrogativa do Congresso. O
Executivo tem a possibilidade de sugerir prioridades de cortes ou
manutenção de recursos, mas a autonomia do Congresso é
total".
Sobre eventuais cortes em projetos do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), o líder do
governo destacou que a intenção do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva é priorizar essas obras. "Mas
não tem nada intocável", ressalvou. Quanto à
área da saúde, disse, está garantido o repasse
mínimo obrigatório. "O que tiver a mais vai
depender das discussões na Comissão de Orçamento",
completou.
Romero Jucá, que já foi relator de
propostas de orçamento, defende cortes em custeio, manutenção
da máquina administrativa e emendas parlamentares de comissão
e de bancadas, bem como construção de prédios
previstos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário, por
exemplo. "O governo não tem que cortar em programas
sociais, investimentos prioritários, educação e
saúde", disse. Segundo ele, é possível
cortar R$ 20 bilhões "se o Congresso agir com coragem e
determinação".
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