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10 de Janeiro de 2008 - 22h14 - Última modificação em 10 de Janeiro de 2008 - 22h14


Garcia diz que libertação de reféns das Farc pode ter sido uma “pequena bolha”

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Só o futuro vai dizer se a ação que libertou a ex-candidata a vice-presidente da Colômbia, Clara Rojas, e a ex-senadora Consuelo González, ex-reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), de fato vai abrir espaço para novas negociações com os narcoguerrilheiros colombianos.

A avaliação é do assessor para Assuntos Especiais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que em entrevista à Agência Brasil disse ainda que “só o futuro vai dizer se efetivamente hoje se desencadeou um processo ou se foi uma pequena bolha – pode ter sido uma pequena bolha”.

Garcia reafirmou que o êxito da ação deve abrir caminho para outros acordos, mas ressaltou que essa terá que ser uma decisão tomada a partir de negociações entre o governo colombiano e as Farc. “Eles é que vão ter que decidir. E com isso eu não quero menosprezar a pressão internacional”, afirmou, ao destacar que a pressão de outros países contribuiu para a liberação das reféns.

Em comparação com a ação de 31 de dezembro, o assessor disse que a diferença é que hoje os guerrilheiros informaram as coordenadas. Na ação anterior, acrescentou, houve uma guerra de informações e uma politização muito forte, o que considerou normal: “É uma coisa que envolve dois presidentes hiperpolitizados. A grande verdade é essa: tanto o Chávez quanto o Uribe são fortes nisso.”

Garcia preferiu não avaliar quem ganhou ou perdeu com o sucesso da operação e ressaltou que a liberação deve ser vista por um viés mais humanitário do que político. “Eu acho que todos ganharam. Era uma operação humanitária, mas evidentemente cada um vai fazer a sua leitura política”, ponderou.

 


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