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10 de Janeiro de 2008 - 17h30 - Última modificação em 10 de Janeiro de 2008 - 20h56


Febre amarela só é transmitida por picada de mosquito

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Com as recentes mortes por suspeita de febre amarela, 850 mil pessoas foram vacinadas apenas no Distrito Federal e Goiás. De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não há necessidade de imunização para quem não pretende viajar para regiões de mata.

“Não há necessidade de vacinação em massa ou de vacinar toda a população, porque não há nenhuma epidemia”, disse o ministro.

A febre amarela urbana, ou seja, aquela que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue) dentro das cidades, não é registrada no país desde 1942.

O que existe no Brasil é a febre amarela silvestre – que acontece no meio rural e em matas. A transmissão do vírus ocorre quando macacos doentes são picados por dois tipos de mosquito – Haemagogus e Sabethes – que, contaminados, picam outros macacos provocando surto da doença no meio animal.

A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para outra. O vírus é transmitido para população quando pessoas saudáveis que não tenham tomado a vacina - ao fazer trilhas, procurar cachoeiras ou mesmo trabalhar em ambiente rural - são picadas por mosquitos que carregam o vírus da doença.  De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1996 e 2007, o país registrou 349 casos de febre amarela. Todos aconteceram em pessoas que entraram nas matas e não tinham sido previamente imunizados.

A febre amarela é uma doença periódica entre os animais – cerca de 7 anos entre um surto e outro. Por isso, quando a vigilância em saúde dos estados detecta o aumento de macacos mortos sem explicação aparente (fenômeno conhecido como epizootia), ela inicia a vacinação da população de modo preventivo.

Apesar de a maior parte dos casos de epizootia, até o momento, terem sido registrados no estado de Goiás, norte de Minas Gerais e Distrito Federal, essas não são as únicas áreas em risco no país.

Toda a região Norte e a Centro-Oeste são consideradas endêmicas. Além disso, outras regiões são consideradas áreas de transição. Ao todo, 18 estados, além do Distrito Federal, fazem parte deste quadro: Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Piauí, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo.

A vacina leva dez dias para fazer efeito e garante a imunização por dez anos. Ela é contra-indicada para quem tem menos de seis meses de idade, doenças que afetem a imunidade ou alergia a ovo. Mulheres grávidas devem procurar o médico para analisar o caso.

Os principais sintomas da febre amarela são febre alta, dor de cabeça, vômito e insuficiência nos rins e no fígado.



 


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