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São Paulo - O coordenador da pesquisa sobre o Índice de Preços ao
Consumidor (IPC), Márcio Nakane, projetou hoje (10) uma ligeira elevação
inflacionária (0,85%) para janeiro na cidade de São Paulo, em comparação com o índice de dezembro, que foi de 0,82%. Para este ano, Nakane prevê um índice em torno
de 4%, um pouco abaixo do de 2007 (4,38%). Segundo ele, os grupos Educação e
Alimentação devem empurrar o índice um pouco para cima neste início de ano.
Em janeiro, o IPC atingiu 0,81% ante 0,82%, sob pressão,
principalmente, de itens alimentícios. Nakane disse que os alimentos devem
continuar em alta e ultrapassar os 2%, neste mês, mas com mudança no perfil dos
produtos com maior impacto. Desde o final do ano passado, o feijão e a carne
bovina têm sido os vilões da alta inflacionária, mas agora “serão os produtos
in natura que começarão a empurrar a taxa para cima”, acrescentou o economista.
“A
alta verificada nas verduras, frutas e legumes atingiu 0,09%, o que pode
parecer pouco, mas esses produtos in natura tinham apresentado deflação de -0,65% em dezembro.” De acordo com Nakane, entre os motivos para essa elevação
estão as chuvas irregulares.
Entretanto, destacou o economista, já há
sinais de desaceleração, tanto no caso do feijão quanto no da carne. Em dezembro, o feijão teve aumento médio de 42,34% e, na primeira prévia de janeiro, de 39,48%. “Ainda assim, sua
contribuição sobre o IPC ainda é alta [20%]”, apontou o coordenador da
pesquisa. Quanto à carne, a variação passou de 6,70% para 4,48%,
reduzindo o peso de contribuição de 20% para 13,8%.
Sobre o grupo Educação, Nakane disse que a elevação é natural nesta época por causa das matrículas e da maior demanda pelo material escolar, com o início do ano
letivo. O grupo Educação fechou o mês de dezembro com alta de 0,10% e, na primeira quadrissemana de janeiro, pulou para 0,83%.
Entre os grupos em que foi constatada queda, o
destaque é Habitação, que passou de 0,18% para 0,11%. O efeito disso ainda é a
manutenção em baixa das tarifas de energia elétrica. Na cidade de São Paulo, o
preço médio recuou em 0,94%. Em Despesas Pessoais, a taxa permaneceu alta (1,14%), apesar de ligeiramente inferior à de dezembro (1,18%), o que está associado
a questões sazonais (pacotes de viagens por conta das férias escolares).
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