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Brasília - Dois
helicópteros devem partir na manhã de hoje
(10) da Venezuela para o aeroporto de San José del Guaviare,
zona cercada onde as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram que irão libertar as reféns Clara Rojas (ex-candidata à vice-presidência
do país) e Consuelo González (ex-senadora).
A
informação foi liberada na tarde de ontem (9) quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez,
anunciou que, desta vez, as coordenadas para o local do resgate já
haviam sido recebidas. A operação de hoje acontece
depois de uma tentativa frustrada de resgate no dia 31 do mês passado.
A
resposta de Bogotá chegou quase de imediato, por meio do alto
comissário para a paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, que
assegurou que seu governo outorgava “todas as garantias para a
libertação”, de modo que a operação
“possa culminar da maneira mais exitosa possível”.
De acordo com a agência de notícias argentina Telam, a notícia
representa um pequeno triunfo para Chávez, que havia sido
golpeado não só pelo fracasso da primeira operação,
de âmbito internacional, como também pela comprovação
de que as Farc haviam mentido, quando prometeram entregar o filho de
Clara Rojas, Emmanuel. O menino não estava em poder da
guerrilha.
A
sucessão de anúncios ocorre dias depois que a Colômbia
assegurou que não voltaria a permitir a presença de
enviados estrangeiros em missões humanitárias e apenas
um ano depois de suavizar a própria postura, exigindo
comissões humanitárias que não se prestem apenas “a um show midiático”.
O alto
comissário para a paz colombiano insistiu em garantias, que
outorgava à administração do presidente
colombiano, Alvaro Uribe, “para realizar a missão com maior
rapidez, para que Clara e Consuelo regressem a suas casas”.
*Com informações da Agência Telam
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