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11 de Janeiro de 2008 - 17h33 - Última modificação em 11 de Janeiro de 2008 - 17h33


Presidente colombiano e Farc falam em paz

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, convidou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a “uma negociação simples, ágil e de boa fé”, segundo informações da agência argentina Telam. Ele também agradeceu ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao governo de Cuba e à Cruz Vermelha, pela colaboração que deram para a liberação das duas ex-reféns das Farc resgatadas ontem (10).

Apesar da liberação, Uribe lamentou a situação dos cerca de 750 reféns que continuam em poder da organização. O presidente colombiano reafirmou que seu governo fez “esforços imensos” para chegar a um acordo de paz. E assegurou que o governo aceitou, há algumas semanas, a proposta da Igreja Católica de estabelecer uma zona de encontro.

O presidente colombiano pediu que as Farc cumpram com os antigos anúncios de desmobilização, que foram condicionados a “plenas garantias” para a “oposição radical” e ao desmantelamento das organizações paramilitares.

Segundo a Agência Bolivariana de Notícias (ABN), depois da libertação das reféns, as Farc emitiram um comunicado no qual destacaram que deram o primeiro passo de esperança “que convida a pensar na possibilidade de paz na Colômbia”.

A nota foi emitida pelo secretariado do Estado Maior Central das Farc e publicada hoje (11) pela Agência Bolivariana de Imprensa (ABP, sigla em espanhol).

“Esta liberação humanitária e unilateral se dá apesar dos problemas atravessados pelo próprio presidente Uribe, inimigo jurado da troca de prisioneiros e inimigo da paz com justiça social, seguindo as indicações de Washington”, sentencia o texto.

Segundo o comunicado, os esforços devem se dirigir agora para a desmilitarização de Pradera e Florida como cenário do diálogo governo-Farc para o acordo e a materialização da troca que possibilite a liberação de todos os prisioneiros e dos guerrilheiros presos pelo regime. As Farc lembram que num passado recente liberaram unilateralmente 304 militares e policiais, capturados em combate.

Em discurso de hoje, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se mostrou disposto a prosseguir colaborando nas negociações entre o governo da Colômbia e os guerrilheiros. No entanto, pediu que, antes, Uribe reconheça tanto as Farc quanto o Exército de Liberação Nacional (ELN) como forças insurgentes e não como terroristas.

A solicitação também foi estendida a outros países que consideram as organizações como terroristas. “Porque tudo isso tem uma única causa: a pressão dos Estados Unidos”, afirmou Chávez.




*Com informações das Agências Telam e Bolivariana de Notícias.

 


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