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Buenos Aires (Argentina) - O pedido do presidente
venezuelano Hugo Chávez para que se deixe de considerar
terroristas as organizações guerrilheiras Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia e o Exército
de Libertação Nacional (ELN) e se passe a considerar
esses grupos insurgentes, foi rechaçado por Álvaro
Uribe, em um comunicado no qual afirma que, “por nenhum motivo”
aceita “que se tire dos grupos guerrilheiros a qualificação
de terroristas”.
“Todos os grupos
violentas da Colômbia são terroristas. São
terroristas por atentar contra uma democracia respeitável e
por seus métodos de extermínio da humanidade”, diz a
nota de Uribe.
Para Uribe, “o uso de
força ou somente sua ameaça contra a democracia é
puro terrorismo, por isso devem ser diferenciados os grupos violentos
que lutaram contra ditaduras e foram classificados de insurgentes”.
Na nota, o governo da
Colômbia destaca uma acusação que nunca havia
sido feita até aqui com tanta clareza acerca do financiamento
da guerrilha: “Eles são financiados por um negócio
letal contra a humanidade: o narcotráfico”.
"Os grupos
violentos da Colômbia são terroristas porque seqüestram,
põem bombas indiscriminadamente, recrutam e assassinam
crianças, matam mulheres grávidas e idosas e deixam em
sua passagem milhares de vítimas inocentes. Todas essas
práticas violam os direitos humanos”, diz o comunicado.
Ontem, em discurso no
Parlamento, Chávez afirmou em discurso que “as Farc e o ELN
não são terroristas: são verdadeiros exércitos
que ocupam espaços na Colômbia”. Chávez pediu à
Colêmbia e a outros países que retirem essas
organizações das listas de terroristas, e disse que o
governo da Venezuela está disposto a se unir à Colômbia
no sentido de retomar o diálogo em busca da paz naquele país.
“Apesar de tudo o que
aconteceu no final do ano passado estamos dispostos a continuar
buscando formas para conquistar a paz na Colômbia e, nesse
esforço, devemos continuar trabalhando em vários níveis
diferentes: com o governo da Colômbia, com as Farc, com o ELN.
Isso é imprescindível”, afirmou Chávez.
Os acontecimento a que
Chávez se referia foram os
desentendimentos dos dois presidentes durante chamada Operação
Emmanuel, destinada a resgatar três reféns das Farc:
Clara Rojas, seu filho Emmanuel e Consuelo González, no final
de dezembro de 2007, que acabou suspensa, porque supostamente o
governo colombiano realizava operações militares na
área onde os reféns seriam resgatados.
Em seguida, o
presidente Álvaro Uribe denunciou que as Farc mentiram, porque
não estavam mais em pode do menino Emeanuel, filho de Clara
Rojas com um dos guerrilheiros, o que se confirmou dias depois.
Depois de seis anos em
cativeiro, as duas ex-reféns das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc), Clara Rojas e
Consuelo González, foram libertadas ontem (10).
Na
quinta-feira (9), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
informou que tinha recebido das Farc as coordenadas do local onde
estavam Rojas e González, na selva colombiana. Dois
helicópteros do Venezuela com o símbolo da Cruz
Vermelha foram até o lugar definido pelos guerrilheiros para o
resgate.
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