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12 de Janeiro de 2008 - 13h43 - Última modificação em 12 de Janeiro de 2008 - 14h52


Condições de vida de reféns são "degradantes”, diz Clara Rojas

Agência Bolivariana de Notícias


 
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Caracas (Venezuela) - A ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, Clara Rojas, disse em entrevista coletiva na Venezuela que precisa contar tudo o que viveu no cativeiro. Segundo ela, as condições de vida dos reféns são “degradantes”.

“Realmente, se vive em condições degradantes para a dignidade humana”, disse .

Clara Rojas afirmou que tentou fugir junto com a ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, mas foram recapturadas e acorrentadas. Ela se disse preocupada com o estado de saúde da ex-candidata à presidência da Colômbia, “porque ela comia pouco”.

Segundo Clara Rojas, as operações militares que o governo colombiano desenvolvia na selva no final do ano, impediram o sucesso da operação de resgate dela e de Consuelo González..

“A presença militar na área [do resgate] foi o que impedia a operação. Nossa vida corria perigo”, afirmou.

A ex-senadora colombiana Consuelo González confirmou as afirmações de Clara Rojas e disse que constantemente helicópteros sobrevoavam área naqueles dias e que houve “uma importante presença militar de um lado e de outro”.

Consuelo González disse também que, por toda a experiência que viveu em seis anos de cativeiro, a solução para o conflito colombiano passa pelo diálogo. Ela sustentou a opinião de Chávez de que é necessária a união dos interessados para se alcançar a paz.

Depois de seis anos em cativeiro, as duas reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Clara Rojas e Consuelo González, foram libertadas ontem (10).

Na quinta-feira (9), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou que tinha recebido das Farc as coordenadas do local onde estavam Rojas e González, na selva colombiana. Dois helicópteros do Venezuela com o símbolo da Cruz Vermelha foram até o lugar definido pelos guerrilheiros para o resgate.



 


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