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Brasília - Os congressistas norte-americanos James McGovern,
William Delahunt e Gregory Meeks anunciaram ontem (13)
que estão dispostos a se reunir com as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) para discutir o tema intercâmbio humanitário.
O democrata, James McGovern, afirmou que ele e seus
companheiros se reuniram no último sábado (12) em
Bogotá, na Colômbia, com vários parentes de
pessoas seqüestradas pela guerrilha para analisar alternativas
que permitam a liberação de reféns, dentre eles,
três congressistas norte-americanos.
“Estamos
dispostos a fazer contato com as Farc, mas somente sob a condição
de que a reunião tenha um resultado concreto e que esse
encontro tenha o aval do governo colombiano”.
Segundo a agência de notícias argentina Telam, os legisladores se reuniriam em um local ainda a ser
definido com o porta-voz da guerrilha, Raúl Reyes, que se
declarou disposto a conversar com os congressistas democratas para
falar sobre o assunto.
“Vamos
fazer o que está ao nosso alcance para que as negociações
avancem e para que sejam libertadas todas as pessoas seqüestradas.
Esse é o nosso assunto prioritário”, disse o democrata George Miller.
Os três
congressistas norte-americanos reconheceram a importância das gestões do
presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da senadora colombiana,
Piedad Córdoba, que permitiram a libertação das reféns.
James McGovern,
William Delahunt e Gregory Meeks enviaram, no fim do ano passado, uma
carta ao presidente Chávez e à cúpula das Farc
pedindo que não desistissem da causa humanitária.
As Farc
afirmaram estar dispostas a libertam um grupo de até 50 reféns
– entre eles, Ingrid Betancourt e três norte-americanos, além
de políticos, militares e policiais – em troca de, pelo
menos, 500 rebeldes presos, incluindo os que foram extraditados aos
Estados Unidos.
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