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Brasília - Apesar dos
sistemáticos pedidos do Ministério da Saúde e de
secretarias locais para que apenas moradores e visitantes de regiões
de risco se vacinem contra a febre amarela, a busca pela imunização
continua intensa. Em Goiás e no Distrito Federal, áreas
que registram casos suspeitos da doença, mais de 2,7 milhões
de pessoas foram vacinadas até ontem (14).
De acordo com o governo, é mínimo o risco de contrair febre
amarela fora de áreas rurais. Informações
oficiais garantem que há mais de 65 anos, casos urbanos da
doença não são registrados no país.
A Secretaria de
Saúde do Distrito Federal, que já vacinou
aproximadamente um milhão de pessoas, tem enfatizado
que não é preciso repetir a vacina em período
inferior a dez anos, tempo em que a fórmula assegura a
imunidade. Na última sexta-feira (12), o subsecretário
de Vigilância à Saúde do DF, Joaquim Carlos
Barros, afirmou que a reaplicação desnecessária
da vacina pode até causar efeitos colaterais como febre,
intoxicação, mal-estar e abcessos.
Jamais houve
registro de febre amarela contraída em Brasília,
segundo autoridades locais. Os casos registrados na cidade foram de
pessoas infectadas em outros estados. Até dezembro, informou a
Secretaria de Saúde, mais de 90% da população já
estava imunizada e, portanto, não seria necessária a
intensa procura pelas vacinas.
Domingo (14), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
fez um pronunciamento oficial sobre a incidência de febre
amarela no país e também salientou que a vacina deve ser aplicada apenas em casos específicos.
“Se
você não mora ou não viajar para essas regiões
[de risco], não precisa se vacinar. Quem já se vacinou
pode ficar tranqüilo: o efeito da vacina protege as pessoas
durante dez anos. Portanto, só procure os postos de saúde
se morar ou for visitar as áreas de risco e nunca se vacinou
ou foi vacinado antes de 1999”, solicitou.
Assim como já havia garantido
na semana passada, Temporão disse que não há
risco de uma epidemia de febre amarela no país. “Estou
aqui para tranqüilizar a população sobre um
assunto que está preocupando os brasileiros nos últimos
dias. O temor de que esteja ocorrendo uma epidemia de febre amarela
no país. Não existe risco de epidemia. O Brasil não
tem casos de febre amarela urbana desde 1942. Os casos registrados de
lá para cá foram todos de febre amarela silvestre, ou
seja, de pessoas que contraíram a doença nas
florestas”, assegurou.
De acordo com informações do Ministério da
Saúde, dos 24 casos notificados até agora em todo o
país, apenas os exames de Graco
Abubakir, morto em Brasília na semana passada, e de uma
paciente internada
em São Paulo confirmaram a presença do vírus da
febre amarela. Em cinco das notificações, a ocorrência
da doença foi descartada.
No último
sábado (12), mais uma morte suspeita ocorreu na região
Centro-Oeste. O lavrador espanhol Salvador Perez de
la Cal morreu
no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Goiânia após
apresentar sintomas da febre amarela.
Segundo os médicos
responsáveis, o quadro do estrangeiro, que havia adquirido uma fazenda em Goiás, piorou de maneira muito
rápida e culminou em uma parada cardio-respiratória. O
laudo que vai apontar a causa da morte do estrangeiro sai em até
sete dias.
Ampliada para acréscimo de informação.
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