Durante reencontro ontem (13) com o
filho Emmanuel, a ex-refém Clara Rojas manifestou-se
“imensamente comovida” por regressar à Colômbia.
Rojas reiterou seu agradecimento à Cruz Vermelha
Internacional, ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, e ao
presidente colombiano, Álvaro Uribe, mas destacou que sua
felicidade “não é completa” porque ainda existem
reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc), segundo informou a Agencia Telam, da Argentina.
A ex-refém descreveu sua situação como “um novo renascer”, mas afirmou que sente
“um imenso vazio” por não poder estar junto à amiga
e ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid
Betancourt, que foi seqüestrada junto com ela em fevereiro de
2002 e permanece com a guerrilha.
O menino Emmanuel, concebido e nascido em cativeiro das Farc, foi separado da mãe há três anos e estava sob os cuidados do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, na capital, Bogotá.
Após o reencontro, Consuelo González, também libertada pelas Farc, visitou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que comandou a operação de resgate na última quinta-feira (10). “Na Colômbia, estamos cansados de pagar com sangue humano os interesses de alguns que não são maioria”, disse, ainda de acordo com a Telam.
Durante a transmissão do programa Aló Presidente (“Alô, presidente”) ontem (13), Chávez reiterou pelo terceiro dia consecutivo seu pedido de que as Farc sejam consideradas “exército insurgente” e não uma organização terrorista, para que possam negociar um acordo de paz pelas regras da Convenção de Genebra.
“Esse conflito não tem saída militar, mas eminentemente política”, disse o presidente, que garantiu não apoiar a organização nem seus métodos. “Não apóio as Farc, apóio as buscas pela paz. Não estou de acordo com o seqüestro ou com as vias armadas”, assegurou. Ele defendeu que “a Venezuela, depois da Colômbia, é o país mais afetado” pelas ações de organizações guerrilheiras colombianas.
Três democratas norte-americanos que se encontram em Bogotá, onde se reuniram com familiares de pessoas seqüestradas pela guerrilha, disseram que estão dispostos a conversar com os chefes das Farc para procurar um acordo que permita liberar 45 reféns e 500 guerrilheiros presos.
“Vamos fazer o que está ao nosso alcance para que as negociações avancem e sejam libertadas todas as pessoas seqüestradas. Esse é nosso assunto primário”, disse o deputado George Miller.