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Brasília - A ex-refém Clara Rojas,
libertada na última quinta-feira (10) pelas Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), passou a
noite de ontem (13) com o filho Emmanuel em Bogotá, em local
mantido em sigilo. A informação é da Agencia
Telam, parceira da Agência Brasil.
Depois de três anos afastada
da mãe, a criança foi entregue a Rojas de forma
provisória pelo Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar,
que tinha a custódia de Emmanuel desde 2005.
“Me sinto a mulher mais feliz do
mundo e a mais orgulhosa com meu bebê Emmanuel”, disse Rojas,
e agradeceu a todos os envolvidos na operação que
resultou em sua libertação.
Emmanuel, 3 anos, é fruto de
uma relação entre a ex-refém e um guerrilheiro
das Farc que aconteceu enquanto Rojas ainda estava em poder da
guerrilha.
Ainda de acordo com a Telam, a
diretora do Instituto Colombiano de Bem Estar Familiar, Elvira
Forero, disse que Emmanuel foi entregue provisoriamente a Rojas,
enquanto se cumprem os trâmites legais para que ela assuma
formalmente a custódia da criança.
Forero explicou que, ontem (13), mãe
e filho “realizaram uma sessão de seis horas de conhecimento
para retomar os vínculos entre o menino e a família e
dar à ele a qualidade de vida que merece”.
Ao detalhar o reencontro com o
filho, Rojas contou ter passado a tarde com Emmanuel. “Foi a
sensação mais maravilhosa que pude imaginar”.
A ex-refém acrescentou que
sua mãe, Clara González de Rojas, o menino e ela mesma
devem se submeter a tratamentos médicos e que, portanto,
necessitam de tempo para realizá-los. Para ela, a família
precisa descansar por alguns dias, semanas ou mesmo meses.
Ao finalizar, disse que levava “todo
o mundo em seu coração” e que agradecia a todos,
garantindo que ela e a família estão bem e com muita
vontade de viver.
Clara Rojas foi libertada pelas Farc
na última quinta-feira (10) junto à ex-deputada
Consuelo González na região de Guaviare, no sudeste da
Colômbia. O resgate aconteceu por meio de uma missão
humanitária comandada pelo Comitê Internacional da Cruz
Vermelha, em uma operação planejada e liderada pelo
presidente venezuelano, Hugo Chávez.
*Com informações da agência argentina Telam.
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