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14 de Janeiro de 2008 - 15h19 - Última modificação em 14 de Janeiro de 2008 - 15h18


Após classificar Farc como não-terroristas, Chávez diz não apoiar métodos do grupo

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que não apóia as medidas praticadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), apesar de não considerar a guerrilha como grupo terrorista.

“Não apóio as Farc, apóio a busca pela paz”, afirmou, ao fazer referência à polêmica proposta, de sua autoria, de que se deixe de considerar as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN) organizações terroristas e se passe a considerá-los como insurgentes.

A medida, segundo Chávez, seria a primeira proposta para solucionar o conflito armado em território colombiano. “É uma idéia para abrir debates, não para lançar pedras de uma só vez”, afirmou Chávez ontem (13) durante a última edição do programa Aló, Presidente.

Chávez explicou que, se concedida a insurgência às Farc, a guerrilha estaria mais perto de atender as regras do Protocolo de Genebra sobre conflitos de guerra, que estabelece que para que uma força insurgente seja reconhecida, deve renunciar aos seqüestro como arma de luta e aos atos terroristas contra a população civil.

O pedido de Chávez foi rechaçado pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em um comunicado no qual afirma que, “por nenhum motivo”, aceita “que se tire dos grupos guerrilheiros a qualificação de terroristas”.



 


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