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15 de Janeiro de 2008 - 20h02 - Última modificação em 15 de Janeiro de 2008 - 20h02


Procura por vacina contra febre amarela em Manaus aumenta 60% em dez dias

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - A preocupação com a possibilidade de contaminação por febre amarela provocou um aumento estimado em 60% na procura  pela vacina na capital, nos últimos dez dias.

A informação é do secretário municipal de Saúde, Jesus Pinheiro, que disse não ver motivos ainda para  essa "corrida desenfreada". Ele destacou que o último caso de febre amarela urbana no país foi registrado em 1942 e que há vacina para todos – nos últimos três anos, segundo o Ministério da Saúde, mais de 60 milhões de pessoas foram imunizadas.

"É difícil conter o medo coletivo e por isso o número de vacinações cresceu. E esse medo é justificável, porque o índice de mortalidade é muito alto quando se contrai o vírus da febre amarela. Mas Manaus está em situação privilegiada: temos vacina em quantidade superior à nossa necessidade", disse. 

Na capital, as 160 unidades de vacinação gratuita estão abertas durante todo o ano. A Secretaria recomenda a imunização preventiva aos que vão viajar para países vizinhos ou que tenham mais contato com áreas de floresta. 

"Quem com freqüência transita entre as áreas de floresta e a cidade pode passar a integrar os chamados grupos de risco, porque pode ser infectado e retransmitir o vírus se picado pelo mosquito Aedes aegypti. Essas pessoas têm prioridade na vacinação", informou Pinheiro. 

No interior do estado, segundo a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), também não há motivos para preocupação, já que a vacinação contra febre amarela está incluída no calendário básico das crianças. De acordo com a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), atualmente a cobertura vacinal contra a doença é de 80% em todo o estado, mas o índice deve crescer em função da procura por parte da população.

Já em Roraima, a secretaria de estado de Saúde alerta para que todos se vacinem contra a febre amarela. Segundo o Departamento de Epidemiologia, em fevereiro do ano passado a doença fez uma vítima no estado. 

As áreas de risco, ou seja, as que mantém circulação do vírus da febre amarela na natureza são a Região Norte e a Centro-Oeste e ainda os estados do Maranhão e de Minas Gerais.

 


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