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Brasília - Os
primeiros produtos com rótulos que identificam o uso de transgênicos no preparo já começaram a chegar às gôndolas dos supermercados. A lei que que obriga os fabricantes de alimentos a incluírem no rótulo o símbolo de "geneticamente modificado" entrou em vigor em 2004.
O óleo da marca Soya, fabricado pela Bunge, já traz o aviso: “Produto produzido a partir de
soja transgênica”. Em 2005, o Greenpeace havia denunciado que a soja
usada pelas empresas Bunge e Cargill (fabricante do óleo da marca Liza)
era geneticamente modificada. Em
setembro do ano passado, o Ministério Público de São
Paulo apresentou ação civil pública na Justiça exigindo a rotulagem dos dois produtos.
De acordo
com o decreto nº 4.680/03, do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, conhecido como Lei de Rotulagem,
todos os produtos fabricados com mais de 1% de organismos
geneticamente modificados devem trazer esta informação
no rótulo.
Para Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, a rotulagem é um avanço por dar opção aos consumidores na hora da compra: “O
consumidor vai poder escolher se quer ou não levar o
produto e, ainda, se quer ou não ser conivente com a destruição do meio ambiente. Já está
mais do que comprovado que os transgênicos fazem mal ao ecossistema.”
Vuolo citou outros produtos com itens transgênicos na fórmula, como maionese, margarina e gorduras vegetais. E disse que como é quase impossível detectar a presença desses itens, eles acabam escapando da fiscalização. “Todos
esses produtos têm o DNA da soja destruído durante o processo
de fabricação. Então, mesmo em um laboratório, o resultado vai dar sempre negativo: não existe o DNA para ser testado", explicou.
A coordenadora afirmou ainda que os consumidores devem ficar atentos aos rótulos: "O símbolo dos transgênicos é um triângulo amarelo com
uma letra T em preto no meio. É fácil de identificar.”
No endereço eletrônico www.greenpeace.org, os consumidores podem ter acesso a uma lista de produtos com material transgênico.
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