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Brasília - Instituições de ensino superior particulares terão de reduzir o número de vagas para os cursos de direito. A determinação deverá ser cumprida, inicialmente, por 29 universidades, espalhadas por todas as regiões do país, que
assinaram termos de compromisso com o Ministério da Educação
(MEC) para a melhoria dos cursos de direito.
A estimativa do ministério é de redução aproximada de 7 mil vagas, nos próximos 12 meses. A informação
foi antecipada hoje (16) à Agência Brasil pelo secretário
de Ensino Superior, Ronaldo Mota. Amanhã (17), o
ministério divulgará a relação dessas instituições.
Segundo Mota, os
protocolos assinados contêm medidas específicas para cada
instituição. Os cursos que vão passar por
adequações apresentaram conceito abaixo de 3 (em uma escala que vai até 5) no Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e baixo desempenho no Indicador de
Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
No
total, 80 instituições se enquadram nesta situação.
A intenção do MEC é anunciar, até meados
de abril, medidas para todo o conjunto de cursos carentes de
aperfeiçoamento, após concluídas visitas feitas
por um grupo de especialistas.
A comissão,
designada por portaria e composta por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) e da Associação Brasileira de Ensino de Direito
(Abed), trabalhou na definição do termo de
compromisso.
A diminuição
global do número de vagas ofertadas é definida pelo
secretário como necessária para adequar a capacidade
acadêmica da instituição a um número
apropriado de estudantes recebidos a cada ano.
“Isso não
deve ser interpretado somente como punição. Recebendo
um número mais adequado de alunos, a contribuição
das instituições na formação poderá
ser melhor”, argumentou Mota.
Outras exigências
do ministério são uma mudança no perfil do corpo
docente, com a contratação de mais mestres, doutores e
professores em tempo integral; melhorias no núcleo de prática
jurídica; reorganização das turmas; revisão
do projeto pedagógico e melhoria do acervo bibliográfico,
com aquisição de novos títulos.
Ao serem reavaliados
após 12 meses, os cursos que não cumprirem os
compromissos firmados estarão sujeitos a um processo
administrativo, que pode resultar no fechamento. As instituições que se negarem a assinar o
termo de ajuste até abril, podem sofrer a mesma punição.
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