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Manaus - Para que a Amazônia se torne uma região estratégica para o país, é necessário que o governo comece a definir o organismo institucional que será o responsável por conduzir esse projeto. A opinião é do secretário de governo do Pará, Cláudio Puty.
“Há relações contraditórias em
diversas instâncias [de governo]. Há problemas institucionais como, por
exemplo, relações conflituosas entre o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] e o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], entre o Ministério do
Meio Ambiente e o do Desenvolvimento Agrário”, disse Puty à Agência
Brasil.
“É fundamental definirmos que tipo de organização
institucional vai conseguir colocar a Amazônia como centro da
estratégia de um país reinventado”, avaliou.
Nos últimos dois dias,
Puty participou das reuniões do ministro extraordinário de Assuntos
Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, com a governadora Ana Júlia
Carepa, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, acadêmicos
e representantes do empresariado e da sociedade civil paraense.
Durante as reuniões, Mangabeira defendeu a idéia de que “transformando a Amazônia, o Brasil se
transformará”.
Embora considere “proveitosa” a visita do ministro para sensibilizar o país sobre a importância da Amazônia, o
secretário destacou que há uma certa cautela do governo do Pará.
“Não
queremos criar falsas expectativas em relação às propostas
ministeriais. Algumas idéias como, por exemplo, um novo modelo de
desenvolvimento da Amazônia, estão em concordância com nosso governo”,
afirmou ele.
“Também concordamos com a necessidade de um novo desenho
institucional para tratar da questão da mineração, tanto em relação à
tributação quanto à criação de empresas públicas que consigam voltar a
ter controle sobre as nossas minas.”
Já na primeira
reunião, realizada na terça-feira (15), em Belém (PA), Puty lembrou o
ministro e sua comitiva de que existe uma série de propostas de
desenvolvimento para a região, como o Plano Amazônia Sustentával (PAS).
“A experiência de ação estatal na Amazônia é de 'forçar a barra'. São
feitos planos sem considerar que já existe toda uma vida, uma história
e um modelo de formação social. Uns deram certo, outros foram
paralisados e alguns precisam ser retomados. Eu sugeriria que
retomássemos o PAS e que identificássemos porque determinados planos não
deram certo”, comentou Puty.
Perguntado sobre o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), Puty apontou o que classificou como
“sensibilidades distintas” em relação ao programa federal, aos projetos
considerados prioritários pelo governo do estado e a algumas das propostas do ministro.
“O PAC trata de questões associadas à logística
para escoamento do agronegócio, como o asfaltamento da BR-163 e da
Transamazônica, obras fundamentais, mas que também expressam uma visão
do que deve ser o território amazônico em sua parte paraense. Achamos
que é importante que, além da infra-estrutura logística, consigamos
estabelecer processos produtivos que, associadas a essas grandes obras,
dialoguem com as atividades já existentes.”
O repórter viajou em avião da Força Aérea Brasileira
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