|
Brasília - O governo federal pretende
implantar mais 20 centros integrados de pesca artesanal até
o final deste ano. A informação foi dada hoje (17)
pelo ministro Altemir Gregolin, da Secretaria Especial de Aqüicultura
e Pesca, em entrevista à Rádio Nacional.
Os centros são
terminais pesqueiros que ajudam os pequenos produtores de
pescado a vender o peixe a preços mais baixos, mas obtendo um pouco mais de lucro. O objetivo é que os centros funcionem
como entreposto comercial de desembarque, beneficiamento e
comercialização de pescado.
“Precisamos criar condições para que o pescador
artesanal, com este mesmo volume de pescado que captura, possa
ter uma renda maior”, afirmou Gregolin.
Dessa forma, o pescador artesanal
passa a ter na comunidade uma estrutura para produzir seu próprio
gelo (a um custo menor), uma unidade de beneficiamento do pescado
(para efetuar a lavagem e classificação) e uma câmara
fria para estoque (para que não haja necessidade de vender o produto na praia, a qualquer preço, para intermediários).
“Os centros têm
exatamente esse objetivo: dotar as comunidades pesqueiras de
infra-estrutura para que o pescador, de forma organizada, domine todo o
processo da cadeia produtiva do pescado, da captura à
comercialização”, explicou o ministro.
Atualmente apenas dois
estados contam com centros integrados de pesca artesanal, o
Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.
|