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Brasília - Desde
que foi dado o alerta contra a febre amarela, no final do ano
passado, 31 pessoas que tomaram a vacina foram hospitalizadas e duas seguem internadas em estado grave. Os dados são do
Ministério da Saúde.
Em
Brasília, uma mulher está em estado grave, no
Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), mas o ministério não
confirma se este caso está contabilizado entre os 31.
O
secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna,
explicou que os efeitos colaterais são normais e esperados,
tanto que nos últimos quatro anos 478 pessoas procuraram o
hospital depois de tomar a vacina. "Nenhuma medicação imunobiológica é inócua", alertou.
As reações, acrescentou, podem
variar de dor de cabeça, febre e vômito a outras bem
mais graves, como meningite e convulsão. "Por isso as pessoas não devem se revacinar desnecessariamente", alertou.
Como
a vacina é feita com o vírus da febre amarela
enfraquecido, muitas pessoas desenvolvem os sintomas da doença, explicou.
O mesmo acontece com outras vacinas, como aquelas contra sarampo e rubéola,
por exemplo, citou.
Penna disse que as
reações podem ser ainda piores quando o intervalo de
dez anos entre uma dose e outra não é
respeitado. E ressaltou que os efeitos adversos "não devem intimidar quem ainda não se vacinou, porque o risco-benefício é muito melhor do que entrar na mata, morar na zona endêmica e morrer de febre amarela, quando se tem uma vacina altamente eficaz fabricada no Brasil".
No Pará, o garimpeiro Manuel Rosa de Oliveira disse saber que já tomou a vacina, mas não lembrar da data. Ele hoje procurou o posto de saúde e fez um novo cartão: "Na dúvida, resolvi buscar o posto médico e me vacinar, para não correr o risco de pegar o vírus na mata".
*Colaborou Luciana Melo, da Agência Brasil
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