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18 de Janeiro de 2008 - 19h33 - Última modificação em 18 de Janeiro de 2008 - 19h33


Dirigentes da Central Operária Boliviana criticam Evo Morales

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Dois dirigentes da Central Operária Boliviana (COB) criticaram hoje (18) a “condescendência” do presidente Evo Morales com a “burguesia” da Bolívia. O secretário-executivo da central sindical, Pedro Montes, e o secretário de finanças da entidade, Ramiro Condori, visitaram a sede da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), no centro de São Paulo, e afirmaram que o presidente boliviano já poderia ter finalizado as reformas prometidas se “desse ouvidos à sua base, os trabalhadores.”

Durante palestra dada a representantes de sindicatos e movimentos sociais, Montes disse que Evo “que dizia ser companheiro do povo, um indígena, ignorou suas origens e começou a rumar para outra direção”.

Montes afirmou não ser contra Evo, mas declarou que o presidente "deixa a desejar" no que diz respeito ao cumprimento de suas principais promessas de campanha: a nacionalização dos hidrocarbonetos e a promulgação de uma nova Constituição Boliviana, “a prometida, uma Constituição indígena”.

Condori disse ainda que as propostas de aumento do salário mínimo e de mudança nas regras para a aposentadoria, encaminhadas pelo COB, foram ignoradas por Morales.

 


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