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São Paulo -
Dois dirigentes da Central Operária Boliviana (COB)
criticaram hoje (18) a “condescendência” do presidente Evo Morales com a
“burguesia” da Bolívia. O secretário-executivo da central sindical, Pedro
Montes, e o secretário de finanças da entidade, Ramiro Condori, visitaram a
sede da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), no centro de São Paulo, e
afirmaram que o presidente boliviano já poderia ter finalizado as reformas prometidas se “desse ouvidos à sua base, os trabalhadores.” Durante palestra dada a representantes de sindicatos e
movimentos sociais, Montes disse que Evo “que dizia ser companheiro do povo,
um indígena, ignorou suas origens e começou a rumar para outra direção”.
Montes afirmou não ser contra Evo, mas declarou que o
presidente "deixa a desejar" no que diz respeito ao cumprimento de suas principais promessas
de campanha: a nacionalização dos hidrocarbonetos e a promulgação de uma nova
Constituição Boliviana, “a prometida, uma Constituição indígena”.
Condori disse ainda que as propostas de aumento do
salário mínimo e de mudança nas regras para a aposentadoria, encaminhadas pelo COB, foram ignoradas por Morales.
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