Para José Geraldo Corrêa Júnior, dirigente da central sindical Confederação Nacional de Lutas (Conlutas), as vaias destinadas ao
ministro da Educação, Fernando
Haddad, no 30°
congresso da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE) foram um protesto “legítimo” contra o que classificou de “invasão” do ministro.
“Um congresso de trabalhadores tem coisas a tratar que o
patrão não pode saber”, disse hoje (19) o sindicalista em entrevista à Agência Brasil.
Corrêa Júnior, que é filiado ao PSTU, disse que não houve excesso por
parte dos manifestantes, que chegaram a
atirar pedaços de papel na direção do ministro.
“Foi aprovado um regimento neste congresso de que não
entraria ninguém que não fosse delegado. A praxe é convidar autoridades
para a abertura e não para participar de debates”, afirmou o sindicalista. Para
ele, ao convidar o ministro para participar de debates no evento, a direção
da CNTE mostrou “não ter compromisso com os profissionais da educação, mas sim
com o governo Lula”.