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19 de Janeiro de 2008 - 15h04 - Última modificação em 19 de Janeiro de 2008 - 15h04


Passando mal após se vacinar, paciente espera mais de 3 horas para ser atendida

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Brasília - Com suspeita de efeitos colaterais após tomar vacina contra febre amarela, Neide Terezinha de Souza, de 53 anos, esperou três horas e meia para ser atendida num hospital público da capital federal. A paciente, que não lembra se já tinha se vacinado nos últimos dez anos, disse que não foi informada de que poderia haver reação adversa
Brasília - Com suspeita de efeitos colaterais após tomar vacina contra febre amarela, Neide Terezinha de Souza, de 53 anos, esperou três horas e meia para ser atendida num hospital público da capital federal. A paciente, que não lembra se já tinha se vacinado nos últimos dez anos, disse que não foi informada de que poderia haver reação adversa
Brasília - No Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, onde uma mulher está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI ) em estado de coma profundo, com suspeita de reações adversas à vacina da febre amarela, uma paciente que diz sofrer efeitos colaterais da vacina aguardou hoje (19) atendimento no pronto-socorro por mais de três horas.

“Estou sentindo enjôo, febre alta e dor de cabeça”, afirmou a comerciante Neide Terezinha de Souza, de 53 anos, que chegou ao local às 10h e foi atendida às 13h30. A paciente, na presença da reportagem da Agência Brasil, foi comunicada por funcionários do hospital de que a longa espera seria necessária em virtude de outras prioridades no atendimento.

Neide tomou vacina na última quarta-feira e desde então alega ter sentido incômodo. “Quando me vacinei, não fui informada de que poderia ter alguma reação”. A paciente, entretanto, não lembra se já tinha se vacinado contra a febre amarela há menos de 10 anos (período de validade de cada dose).

Ontem, o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, disse que a revacinação potencializa riscos de reações mais fortes quando o intervalo de dez anos entre uma dose e outra não é respeitado. “Por isso, as pessoas não devem se revacinar desnecessariamente", alertou.

Na consulta, Neide tomou um analgésico e colheu sangue imediatamente. O resultado do exame deve sair ainda nesta tarde, quando seu quadro será reavaliado pelos médicos plantonistas.


 


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