|
Marcello Casal Jr./ABr
| |
Brasília - Com suspeita de efeitos colaterais após tomar vacina contra febre amarela, Neide Terezinha de Souza, de 53 anos, esperou três horas e meia para ser atendida num hospital público da capital federal. A paciente, que não lembra se já tinha se vacinado nos últimos dez anos, disse que não foi informada de que poderia haver reação adversa
|
Brasília - No Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, onde uma mulher está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI ) em estado de
coma profundo, com suspeita de reações adversas à vacina da febre amarela, uma paciente que diz sofrer efeitos colaterais da vacina aguardou hoje
(19) atendimento no pronto-socorro por mais de três horas.
“Estou sentindo enjôo, febre alta e dor de cabeça”, afirmou
a comerciante Neide Terezinha de Souza, de 53 anos, que chegou ao local às 10h
e foi atendida às 13h30. A paciente, na presença da reportagem da Agência
Brasil, foi comunicada por funcionários do hospital de que a longa espera seria
necessária em virtude de outras prioridades no atendimento.
Neide tomou vacina na última quarta-feira e desde então alega
ter sentido incômodo. “Quando me vacinei, não fui informada de que poderia
ter alguma reação”. A paciente, entretanto, não lembra se já tinha se vacinado
contra a febre amarela há menos de 10 anos (período de validade de cada dose).
Ontem, o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, disse que a revacinação
potencializa riscos de reações mais fortes quando o intervalo de dez anos entre
uma dose e outra não é respeitado. “Por isso, as pessoas não devem se revacinar
desnecessariamente", alertou.
Na consulta, Neide tomou um analgésico e colheu
sangue imediatamente. O resultado do exame deve sair ainda nesta tarde, quando seu
quadro será reavaliado pelos médicos plantonistas.
|
|