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21 de Janeiro de 2008 - 22h06 - Última modificação em 21 de Janeiro de 2008 - 22h06


Embaixador reconhece que Constituição da Bolívia pode ser alterada

Julio Cruz Neto
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O embaixador da Bolívia no Brasil, Mauricio Dorfler, participa de café da manhã com jornalistas para falar sobre os dois anos do governo Evo Morales
Brasília - O embaixador da Bolívia no Brasil, Mauricio Dorfler, participa de café da manhã com jornalistas para falar sobre os dois anos do governo Evo Morales
Brasília - O embaixador da Bolívia no Brasil, Mauricio Dorfler, reconhece que pode haver mudança na Constituição do país, que já foi aprovada pela Assembléia Constituinte e agora deveria ser apenas submetida a referendo popular.

"Os prefeitos (governadores) apontaram possíveis inconsistências jurídicas [no texto constitucional], mas só a Assembléia Constituinte pode mudar. Se constatar inconsistências, o fará", afirmou o embaixador em entrevista coletiva concedida hoje (21).

A Constituição foi aprovada num processo tumultuado, que não teve a participação de vários constituintes da oposição e resultou em confrontos e mortes. Logo depois, veio a reação política dos prefeitos oposicionistas, que declararam autonomia em relação a La Paz, em atos públicos que tiveram todo tipo de ofensa ao presidente Evo Morales. Neste mês, governo e oposição voltaram à mesa de negociação e Morales reconheceu a possibilidade de mudar a Carta Magna.

O embaixador disse discordar que a possibilidade de mudança signifique uma vitória da oposição. "A Constituição foi aprovada dentro das regras jurídicas. Agora, é importante conhecer as preocupações dos prefeitos. Mas quem tem a responsabilidade é a própria Assembléia Constituinte."

Dorfler comentou também outro assunto prioritário para o governo boliviano: a decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de proibir jogos de futebol a mais de 2.750 metros de altitude (La Paz fica a 3.660 metros acima do nível do mar).

"É uma ação discriminatória, todos têm o direito de praticar futebol onde nascem". O embaixador, que já foi cônsul no Rio de Janeiro, disse que tentará convencer os dirigentes do Flamengo, que se manifestaram a favor da proibição da Fifa.

Leia também as impressões de Dorfler sobre a relação bilateral com o Brasil.


 


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