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22 de Janeiro de 2008 - 19h44 - Última modificação em 22 de Janeiro de 2008 - 19h44


Secretário nacional de Segurança defende campanhas anuais de desarmamento

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O secretário nacional de Segurança Pública, Antônio Carlos Biscaia, defendeu hoje (22) a realização de campanhas anuais de desarmamento no país. Ele reuniu-se com representantes da Rede Desarma Brasil e outros movimentos sociais para discutir a aplicação do Estatuto do Desarmamento.

Segundo Biscaia, o Ministério da Justiça encaminhou à Casa Civil uma proposta com critérios para a aplicação do estatuto. O secretário informou que, em breve, uma medida provisória com as regras deve ser editada. Antes, no entanto, o governo quer prorrogar o prazo para o cadastramento de armas e estabelecer uma nova temporada de entrega voluntária de armas, como ocorreu em 2004 e 2005.

Para o secretário, é preciso um trabalho constante para que a população compreenda a importância do desarmamento. “Andar armado não protege ninguém. Ao contrário, pode até gerar mais violência”, avalia. Na avaliação dele, o paradigma da segurança pública deve ser o desarmamento: “Esse é um dos propósitos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania [Pronasci]".

O diretor da Rede Desarma Brasil, Denis Mizne, apoiou a realização de novas campanhas de desarmamento. “O país já obteve resultados favoráveis. Há três anos, foram recolhidas quase 500 mil armas”, destacou. “Hoje, muitas pessoas querem entregar suas armas e nem mesmo sabem como fazê-lo.”

Mizne pede solução para as armas que saíram de circulação. “As armas precisam sair de circulação porque há o risco de caírem nas mãos de criminosos, por perda ou roubo", afirmou. De acordo com ele, a ampliação do prazo de recadastramento ajudará o governo a ter um banco de dados sobre as armas em poder do público: "A mesma sociedade que votou em plebiscito a favor do comércio de armas tem interesse no seu controle e isso só se faz com o registro delas".

O diretor da Rede Desarma Brasil, no entanto, é contra alterações no Estatuto do Desarmamento. Ele diz que qualquer mudança daqui para a frente na legislação deve ocorrer por meio de projetos de lei.



 


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