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25 de Janeiro de 2008 - 20h16 - Última modificação em 25 de Janeiro de 2008 - 20h16


Doenças masculinas terão atenção especial neste ano, diz urologista

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), José Carlos de Almeida, comemorou hoje (25) a promoção, provavelmente no segundo semestre, de uma Semana de Políticas Públicas e Saúde do Homem.

Ele informou que há alguns anos a SBU defende a criação de um setor específico no Ministério da Saúde dedicado às doenças masculinas. E que ontem (24), em reunião com o ministro José Gomes Temporão, ele confirmou o funcionamento do setor dentro da Secretaria de Atenção à Saúde.

Almeida argumentou que "o homem morre mais cedo que a mulher, em todas as faixas etárias; ele se expõe mais a riscos de doenças e de morte, à violência, às drogas e ao alcoolismo". E lembrou que, além de não possuir um canal próprio com metas e campanhas de prevenção, "o homem costuma ser arredio e não procura o sistema de saúde".

Segundo o presidente da SBU, o ministro "está empenhado no projeto de implementação dessa política de saúde do homem no país, que foi inclusive item de prioridade citado no discurso de posse".

José Carlos de Almeida destacou ainda a necessidade de prevenção e tratamento de doenças como câncer da próstata e disfunção erétil no Sistema Único de Saúde (SUS).

"Nós não queremos ver paciente andando com sonda um ano e meio, esperando uma cirurgia, ou outro tratado tardiamente do câncer. Nós queremos que o hospital do SUS esteja aparelhado de forma plena", alertou.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o país registra 40 mil óbitos por câncer de próstata e cerca de 120 mil novos casos diagnosticados por ano.

Almeida também defendeu aumento no número de transplantes renais, "porque existe uma imensa população dependente de diálise e isso onera os cofres públicos".



 


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