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27 de Janeiro de 2008 - 19h54 - Última modificação em 28 de Janeiro de 2008 - 09h59


Ato público em Brasília vai lembrar os quatro anos da chacina de Unaí

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Gervásio Baptista/Abr
Brasília - A presidente do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Maria Campos Jorge, fala sobre o assassinato dos fiscais em Unaí (MG), que completa quatro anos
Brasília - A presidente do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Maria Campos Jorge, fala sobre o assassinato dos fiscais em Unaí (MG), que completa quatro anos
Brasília - Um ato público será realizado amanhã (28), em Brasília, em protesto contra a impunidade dos envolvidos no assassinato de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em 28 de janeiro de 2004, no município mineiro de Unaí.

Após quatro anos, nenhum dos acusados foi julgado. Auditores fiscais do trabalho e parentes das vítimas se reunirão, das 14h às 16h, em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Depois, devem se dirigir ao Superior Tribunal Federal (STF), que também será alvo dos protestos.A chacina em Unaí, no noroeste de Minas Gerais, foi noticiada com destaque pela imprensa brasileira e internacional.

Os auditores fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, que investigavam denúncias de trabalho escravo na zona rural da região, foram mortos numa emboscada, com tiros na cabeça.

A Polícia Federal concluiu as investigações seis meses após o crime e o Ministério Público denunciou nove envolvidos, incluindo o atual prefeito de Unaí, Antério Mânica, considerado um dos maiores produtores de feijão do país, e seu irmão Norberto Mânica, também fazendeiro.

A presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge, reconhece que os acusados têm direito à defesa, mas avalia que a Justiça está demorando muito para julgar.

“Tem dois recursos, um especial e um extraordinário, que estão há um ano na mesa do vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, só para ele decidir a admissibilidade”, afirmou Rosa.

Esse é o motivo da escolha do local do ato público para esse ano. “Todo ano a gente faz uma manifestação. Este ano será em frente ao Tribunal Regional Federal porque nós achamos que, neste momento, quem tem que tomar as providências para agilizar o julgamento é o tribunal”.

Ela espera que muitas pessoas estejam presentes à manifestação, uma vez que o sindicato convidou os funcionários do Ministério do Trabalho e outros cidadãos para o ato público.

“Vamos usar roupa preta. Continuamos de luto porque ainda não foi feita justiça. Como disse Martin Luther King, não existe paz enquanto não houver justiça. Nós gostaríamos de usar branco, mas vamos usar preto ainda”, acrescentou, em tom emocionado.


 


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