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26 de Janeiro de 2008 - 13h08 - Última modificação em 26 de Janeiro de 2008 - 13h23


Falta de energia prejudica ações do Projeto Rondon no Pará

Paula Laboissière
Enviada especial

 
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Marcello Casal Jr./Abr
Quatipuru (PA) - O estudante de administração Marcelo Vitorino, que faz faculdade em Ilhéus (BA) e está participando do Projeto Rondon. Ele falou à Agência Brasil sobre a oficina de informática e sobre os problemas no fornecimento de energia no município paraense, que prejudicam os trabalhos com os jovens locais
Quatipuru (PA) - O estudante de administração Marcelo Vitorino, que faz faculdade em Ilhéus (BA) e está participando do Projeto Rondon. Ele falou à Agência Brasil sobre a oficina de informática e sobre os problemas no fornecimento de energia no município paraense, que prejudicam os trabalhos com os jovens locais
Quatipuru (Pará) - A constante queda de energia em Quatipuru (PA), a 150 quilômetros de Belém, não impressiona tanto os habitantes da pequena cidade. A falta de luz, no entanto, surpreendeu 12 estudantes universitários e quatro professores que permaneceram 15 dias no local promovendo a Operação Grão-Pará, primeiro pacote de ações do Projeto Rondon para 2008.

Marcelo Vitorino, estudante de Administração da Faculdade Madre Thaís (BA) e voluntário responsável pela oficina de informática no município, garante que as equipes rondonistas começaram a ter problemas com a energia da cidade assim que chegaram, no último dia 14.

“Passou pela nossa cabeça não conseguir dar a aula de informática porque, com esse problema de energia, a gente não conseguia manter os computadores ligados por dez minutos”, relembra. “Parece uma árvore de Natal a energia aqui, sempre piscando.”

Diante da sala repleta de alunos, todos sentados em frente aos computadores apagados por conta do pico de energia, Marcelo acredita que o problema, além de interferir no rendimento dos que participam do curso, pode causar danos ao equipamento, utilizado pelos alunos durante o período escolar.

“É perigoso que os computadores queimem. Eles podem não suportar e os alunos da escola ficarem sem aula de informática. Entramos em contato com os secretários da prefeitura, mas não tivemos resposta”, reclama.

Os rondonistas relatam ainda que os dez computadores estavam guardados há quase um ano, sem nunca terem sido utilizados. A dona de casa e estudante Iranir Sousa da Silva, 32 anos, ficou inconformada com o abandono das máquinas. “Para fazer pesquisas na internet, a gente paga na prefeitura. Cheguei a pagar R$ 10 para um trabalho”, reclama.

Tirciane Alves dos Reis, secretária de Saúde da prefeitura de Quatipuru, afirma que a escola passou por reforma durante seis meses e que, antes, não havia uma sala adequada para a instalação dos equipamentos. Em relação à falta de energia, a secretária explica que o serviço é prestado pela Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e que, mesmo com todas as dificuldades encontradas pelos rondonistas, a situação em Quatipuru já foi pior.

“Você liga [para a Celpa] e é preciso ter paciência, mas a situação melhorou muito. O prefeito já foi até Brasília, esteve reunido com as pessoas da rede Celpa e até agora não tem solução”, alega.

Para que os alunos não voltem a ter problemas com os computadores quando as férias terminarem, a secretária sugeriu que a própria direção da escola faça um ofício e peça a instalação de um gerador no local.

A oficina de informática da Operação Grão-Pará recebeu alunos a partir dos 12 anos que soubessem ler e escrever. A maratona durou dez dias, de segunda a sexta, das 8h às 21h. Os rondonistas de Quatipuru e de outros 30 municípios paraenses que receberam as ações retornam hoje (26) a Belém para a conclusão das primeiras atividades do Projeto Rondon em 2008.


A equipe viajou a convite do Ministério da Defesa.
 


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