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Rio de Janeiro - Termo
de cooperação técnica firmado hoje (27) entre a
Companhia Docas do Estado do Rio de Janeiro (CDRJ) e a Fundação
Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) prevê a
adequação do setor portuário fluminense às
normas ambientais vigentes.
O
presidente da Companhia Docas do Rio, Jorge Luiz de Mello, salientou
que “uma das mais importantes conquistas desse termo é dar
uma caracterização total das Baías da Guanabara,
Sepetiba e Ilha Grande, onde estão os quatro portos operados
pela Docas. Isso é meio caminho andado para ter todas as
licenças de dragagem avaliadas de forma correta pela Feema”.
Para
Mello, o convênio é um passo importante para a obtenção
das licenças e para o cumprimento do cronograma firmado com o
ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, para as
dragagens que serão construídas nos portos fluminenses,
previstas no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
“O
grande problema para você obter licença é saber
exatamente quantificar e qualificar o impacto provocado,
principalmente pelas dragagens, que são a maior intervenção
que nós fazemos na natureza. Então, essa caracterização
facilita e muito a análise e dá celeridade ao processo
de obtenção das licenças”, apontou.
O
presidente da Feema, Axel Grael, destacou que serão tomadas
várias medidas necessárias para a adequação
do Porto do Rio. O convênio abrange desde a parte de
planejamento do porto até a solução de problemas
ambientais.
“Existe
todo um atraso do porto com relação às licenças
ambientais. Existem projetos novos de ampliação e de
dragagem. Enfim, é em tudo isso que a gente quer colaborar com
o porto, dentro das nossas atribuições de órgão
ambiental, para que essa unidade esteja operando dentro dos padrões
que estabelece a lei”, disse.
Axel
Grael acredita também que a cooperação técnica
entre a CDRJ e a Feema poderá contribuir para agilizar o
processo de licenciamento para as obras do Porto do Rio. “Eu tenho
certeza que essa aproximação vai ser importante para
que a gente tenha esse porto fazendo jus ao Rio de Janeiro e
cumprindo totalmente a legislação ambiental.”
Segundo
o Jorge Luiz de Mello,
a idéia é juntar a experiência ambiental da Feema
com a experiência operacional de portos e manuseio das águas
da Companhia Docas “para acelerar todo esse processo de
caracterização”. O convênio com a Feema tem
validade de dois anos e poderá ser prorrogado até 60
meses.
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