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5 de Fevereiro de 2008 - 12h16 - Última modificação em 5 de Fevereiro de 2008 - 12h15


Programa de inclusão de catadores é finalista em prêmio

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O programa de Coleta Seletiva Solidária, da prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, é finalista do Prêmio Prefeito Empreendedor.

A premiação é concedida pelo Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) a iniciativas de administrações municipais que apóiam e favorecem o surgimento de novas micro e pequenas empresas ou criam condições para aumentar a capacidade de sobrevivência de empreendimentos já estabelecidos.

O programa disputa com outras 19 iniciativas municipais no estado do Rio de Janeiro e, se for vencedor, participará da seleção dos melhores projetos desenvolvidos nessa área em todo Brasil.

O programa Coleta Seletiva Solidária do município de Mesquita (RJ) começou com apenas três catadores e atualmente apóia duas cooperativas, totalizando quase 50 carroceiros uniformizados que antes atuavam como catadores de rua sem organização. A secretária de Meio Ambiente da cidade, Kátia Perobelli, disse que uma terceira cooperativa já está em fase de montagem.

Além disso, os próprios catadores já começaram a elaborar um estatuto para transformar o projeto em uma associação. Atualmente, a coleta  é feita em cerca de 7 mil residências, além de 80 empresas e comerciantes locais que receberam o selo “Amigos do Catador”. Com esse projeto, os catadores selecionam o lixo que pode ser reaproveitado e ainda geram renda.

O projeto tem o apoio do Sebrae-RJ, que presta assessoria aos catadores nas áreas de planejamento estratégico e montagem de instrumentos de controle de venda. Todo o material usado no trabalho da coleta de materiais recicláveis, como prensas, balanças e o próprio galpão, será cedido para uso das cooperativas.

“O projeto está cada vez mais investindo na capacidade de organização dos próprios catadores para que eles próprios possam gerir o negócio”, afirmou Kátia em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, o programa é permanente e contínuo. “Os catadores estão sempre ampliando o número de casas, porque sempre chega um catador novo. É um projeto crescente, que não pára, porque é um projeto em movimento o tempo todo. É o catador na casa, é o morador participando, é a educação ambiental nas escolas.”

Segundo ela, o programa organizou os catadores de rua que já passaram a se autodenominar agentes ambientais. “A partir do momento em que eles são valorizados, que aumentam a auto-estima, eles se nomeiam como tal”, disse Kátia.

O projeto Coleta Seletiva Solidária recebe o patrocínio da Petrobras. Ainda este mês, será inaugurado o novo galpão dos catadores. As obras já foram concluídas em uma área de mil metros quadrados e a expectativa é que ele comece a funcionar no dia 29 de  fevereiro.

Em 2007, os recursos da Petrobras somaram R$ 600 mil. Mas a secretária adiantou que outros R$ 600 mil já estariam garantidos junto à estatal, através da renovação do patrocínio. O processo de negociação para renovação do patrocínio deve durar cerca de dois meses.

Kátia Perobelli lembrou que o Coleta Seletiva Solidária de Mesquita é reconhecido pelo Ministério das Cidades como uma das melhores experiências do estado do Rio. No ano passado, o projeto foi o vencedor do Prêmio do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) na categoria Administração Pública.


 


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