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Rio de Janeiro - O programa de Coleta Seletiva Solidária, da prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, é finalista do Prêmio Prefeito Empreendedor.
A premiação é concedida pelo Serviço de Apoio à
Micro e Pequena Empresa (Sebrae) a iniciativas de
administrações municipais que apóiam e favorecem o surgimento de novas
micro e pequenas empresas ou criam condições para aumentar a capacidade
de sobrevivência de empreendimentos já estabelecidos.
O programa disputa
com outras 19 iniciativas municipais no estado do Rio de Janeiro e, se for vencedor, participará da seleção dos
melhores projetos desenvolvidos nessa área em todo Brasil.
O programa Coleta Seletiva Solidária do município de Mesquita (RJ) começou com apenas três
catadores e atualmente apóia duas cooperativas, totalizando quase 50 carroceiros uniformizados que antes atuavam como catadores de rua sem
organização. A secretária de Meio Ambiente da cidade, Kátia Perobelli, disse que uma
terceira cooperativa já está
em fase de montagem.
Além disso, os próprios catadores já começaram a elaborar um
estatuto para transformar o projeto em uma associação. Atualmente, a
coleta é feita em cerca de 7 mil
residências, além de 80 empresas e comerciantes locais que receberam o
selo “Amigos do Catador”. Com esse projeto, os catadores selecionam o lixo que pode ser reaproveitado e ainda geram renda.
O
projeto tem o apoio do Sebrae-RJ, que presta assessoria aos catadores
nas áreas de planejamento estratégico e montagem de instrumentos de
controle de venda. Todo o material usado no trabalho da coleta de materiais recicláveis,
como prensas, balanças e o próprio galpão, será cedido para uso das
cooperativas.
“O projeto está cada vez mais investindo na
capacidade de organização dos próprios catadores para que eles próprios possam gerir o negócio”, afirmou Kátia em entrevista à Agência Brasil. De acordo com a secretária de Meio Ambiente, o programa é permanente e contínuo. “Os
catadores estão sempre ampliando o número de casas, porque sempre chega
um catador novo. É um projeto crescente, que não pára, porque é um
projeto em movimento o tempo todo. É o catador na casa, é o morador
participando, é a educação ambiental nas escolas.” Segundo ela, o programa organizou os catadores de
rua que já passaram a se autodenominar agentes ambientais. “A partir do
momento em que eles são valorizados, que aumentam a auto-estima, eles
se nomeiam como tal”, disse Kátia.
O projeto Coleta Seletiva Solidária recebe o patrocínio da Petrobras. Ainda este mês, será inaugurado o novo galpão dos catadores. As obras já foram concluídas em uma área de mil metros
quadrados e a expectativa é que ele comece a funcionar no dia 29 de fevereiro.
Em 2007, os
recursos da Petrobras somaram R$ 600 mil. Mas a secretária adiantou que
outros R$ 600 mil já estariam garantidos junto à estatal, através da
renovação do patrocínio. O processo de negociação para renovação do patrocínio deve durar cerca de dois meses.
Kátia
Perobelli lembrou que o Coleta Seletiva Solidária de Mesquita é
reconhecido pelo Ministério das Cidades como uma das melhores
experiências do estado do Rio. No ano passado, o projeto foi o vencedor do Prêmio do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) na categoria Administração Pública.
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