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5 de Fevereiro de 2008 - 11h35 - Última modificação em 5 de Fevereiro de 2008 - 11h35


Projeto CatAÇÃO faz diagnóstico para identificar melhorias no atendimento a catadores

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O projeto CatAÇÃO, desenvolvido pela organização não-governamental Instituto Baía da Guanabara (IBG) em 12 núcleos  na cidade do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, teve a vigência prorrogada por 120 dias pela principal patrocinadora, que é a Petrobras.

Em razão dessa prorrogação, a renovação do projeto será negociada com a Petrobras somente no início de maio, segundo informou à Agência Brasil o coordenador da iniciativa, Adauri Souza. O apoio da Petrobrás ao projeto soma R$ 1,8 milhão.

No ano passado, os 200 catadores de materiais recicláveis  atendidos pelo CatAÇÃO  em cooperativas localizadas na Ilha do Governador, nos Complexos do Alemão e da Maré, em Brás de Pina e no município de Duque de Caxias, receberam cursos de informática básica, cooperativismo, empreendedorismo e gestão de negócios.

Segundo Adauri Souza, o projeto aumentou a renda dos catadores, mas, para identificar de quanto foi essa melhoria, O IBG vai elaborar um  diagnóstico de avaliação das condições  dos cooperados, para apresentação ao patrocinador.

“Mas a gente tem informação deles que houve, realmente,  aumento de renda. Com a obtenção do caminhão para coleta do material, a gente conseguiu um aumento de material para eles. E aumento de material pressupõe  elevação de renda”, disse Souza.

O coordenador do CatAÇÃO  informou que das nove cooperativas que integram o projeto, sete se encontram em processo de legalização, em diferentes estágios, para se tornarem entidades formais. O projeto objetiva atingir um total de 260 catadores.

Logo após o carnaval, com o início do ano letivo, o projeto  pretende engajar as escolas no esforço de inclusão social dos catadores. No primeiro momento, serão realizadas palestras em cinco escolas da rede pública sobre coleta seletiva e cidadania. A meta é aproximar os núcleos de catadores das comunidades onde eles estão inseridos. Numa segunda etapa, serão abordados também os colégios particulares.

O CatAÇÃO tem como tônica  nos próximos quatro meses, que configuram o fechamento da primeira etapa do projeto, a conclusão de obras físicas para o trabalho dos catadores, a finalização  do processo de legalização  das cooperativas,  o diagnóstico para ver os avanços e necessidades  do segmento no futuro, além das palestras nas escolas, disse Adauri Souza.



 


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