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28 de Janeiro de 2008 - 20h01 - Última modificação em 28 de Janeiro de 2008 - 20h01


Ministro da Justiça descarta uso das Forças Armadas no policiamento de favelas

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro da Justiça, Tarso Genro, descartou hoje (28) o uso de militares das Forças Armadas nas ações policiais que serão realizadas nas favelas que receberão obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio de Janeiro.

Tarso admitiu que a participação das Forças Armadas se resumirá ao apoio logístico e operacional, deixando para as polícias, militar e civil, e também para a Força Nacional de Segurança os confrontos com os traficantes de drogas. Ele se reuniu com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, para tratar dos últimos detalhes das ações do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), principalmente as destinadas ao Complexo do Alemão, na zona norte da cidade.

“Nosso entendimento é que não precisa de nenhum tipo de participação das Forças Armadas. Elas só podem participar, constitucionalmente, da ocupação de um determinado local, quando a autoridade estatal local perde o controle da situação e declara isso. Não há necessidade das Forças Armadas participarem. Eventualmente, algum apoio logístico ou material pode ocorrer.”

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Segurança, o ministério autorizou a abertura de 20 mil vagas em cursos de capacitação para policiais do Rio de Janeiro. Esses policiais terão direito a uma bolsa de R$ 400. O valor será pago a quem ganha até R$ 1,4 mil.

As vagas disponibilizadas, de acordo com a secretaria, devem cobrir a quase totalidade da tropa que recebe salário abaixo desse valor. Os saques poderão ser feitos por meio de cartão eletrônico da Caixa Econômica Federal. Os cursos, previstos no Pronasci, começam em até 90 dias.



 


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