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Brasília - Responsável
por 40% da População Economicamente Ativa (PEA) urbana
da América Latina e do Caribe, o Brasil apresentou em 2007
indicadores favoráveis para o desempenho do mercado de
trabalho, influenciando de forma significativa os resultados
regionais. A conclusão faz parte do relatório Panorama Laboral da América Latina e do Caribe,
divulgado hoje (28) pela Organização Internacional do
Trabalho (OIT) em Lima, no Peru.
O
documento informa que, segundo dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho
e Emprego, foram criados 1,6 milhão de postos de trabalho
entre janeiro e setembro de 2007, valor definido como “um dos
melhores resultados para o período desde 1985”.
As
atividades que mais contribuíram para o panorama foram a
agricultura e a silvicultura, que geraram 13,7% do total de
empregos criados, seguidas pela construção civil
(12,8%) e pela indústria manufatureira (7,4%).
A
taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras reduziu de 10,2% em 2006 para 9,7% em 2007, considerados os
primeiros nove meses dos dois anos. Considerando um crescimento da PEA
de 1,5%, a quantidade de empregados aumentou em 2,7% enquanto os
desocupados diminuíram 8,6%.
“Estes
resultados positivos também se observam no incremento do
emprego formal, considerando que a proporção de assalariados
privados cobertos pela legislação social e trabalhista
entre 2006 e 2007 aumentou de 61,8% para 63,2%”, destaca a OIT em
trecho do relatório.
Assim
como em Trinidad e Tobago e no Peru, o desemprego no Brasil caiu
mais entre os homens do que entre as mulheres. Em Barbados, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Jamaica, Panamá, Venezuela e
Uruguai o quadro foi inverso.
Um
aspecto negativo apontado pelo relatório é o fato de o
desemprego entre os jovens brasileiros (de 15 a 24 anos) ser 2,3
vezes superior à taxa de desemprego total. Em toda região, a
desocupação na juventude é 2,2 vezes maior que
a média e quase o triplo da dos adultos.
A
informalidade é outro problema a ser superado, pois ainda
afeta 61,5% dos trabalhadores urbanos de cinco países da América
Latina e do Caribe (Colômbia, Equador, México, Panamá
e Peru) onde essa taxa foi medida pela OIT.
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